1 de set. de 2020
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21 de ago. de 2020
As Instituições de Saúde Porto-Alegrenses
Hospital Psiquiátrico São
Pedro
Fernanda Sayão Lobato Teixeira
O
Hospital São Pedro, ou nomeado na época como Hospício São Pedro, teve sua
fundação datada em 13 de maio de 1874, recebendo esse nome em homenagem ao
padroeiro da Província da São Pedro e é a primeira instituição psiquiátrica do
sul do Brasil. Localizado na antiga Estrada do Mato Grosso, atual Avenida Bento
Gonçalves no Arraial do Partenon, o hospital somente foi aberto ao público dez
anos após a sua fundação, exatamente no dia do padroeiro São Pedro, em 29 de
junho.
O
projeto foi feito pelo engenheiro Álvaro Nunez Pereira e o patrono da obra, o
ex-Provedor da Santa Casa de Misericórdia, Sr. José Antonio Coelho Junior, por
ordem do Presidente da Província, José Júlio Albuquerque de Barros. Mesmo a
obra estando inacabada, foram transferidos 41 pacientes para alas especiais da
Santa Casa.
De
1884 a 1889, o Hospício São Pedro foi uma instituição que atuou como mecanismo
institucional terapêutico e de regulação social. A partir de 1947 aos anos 90,
foram implementadas diversas atividades no hospital, proporcionando uma redução
de volumosas internações de pacientes, a participação do Serviço Social
Psiquiátrico, aparelhamento tecnológico e o estabelecimento do ‘’Serviço de
Penicilinoterapia’’. Alem destas, houve também a inauguração do Gabinete de
Identificação, o funcionamento do curso de Formação em Psiquiatria, extensão da
Faculdade de Medicina da UFRGS.
Em 6 de maio de 1885, foi autorizado pela presidência da província, a criação de um viveiro de árvores na chácara do antigo Hospício São Pedro, para a arborização das ruas e praças da cidades.
Devido
ao incremento das internações e o abandono dos pacientes pelos seus
responsáveis, estimularam o termino da construção do hospital. Uma década
depois após a sua inauguração, graças a Júlio de Castilhos e apoiado por uma
campanha feita pelo Jornal A Federação, a Companhia Carris Urbanus, fixou seu
terminal em frente ao hospital São Pedro. Isso permitiu o acesso dos sociáveis
cordatos aos pacientes internados.
No
inicio do ano de 1910, através de um convite feito pelo presidente do hospital,
quatro irmãs da Congregação São José, duas delas vindas da Itália, chegaram no
hospital. 54 anos depois, um grupo de 84 irmãs dedicaram seu tempo para
auxiliar os enfermos da instituição, humanizando e dignificando as relações.
Com o passar dos anos,
o hospital recebeu as seguintes denominações: Hospício São Pedro (1884-1925),
Hospital São Pedro (1925-1962) e Hospital Psiquiátrico São Pedro
(1962-2007).
Em
1998, começou o trabalho de resgate da memória do hospital, com a criação de
uma comissão que daria início as obras do Memorial Cultural do Hospital
Psiquiátrico São Pedro, assim buscando arrecadar fotos, objetos e documentos a
respeito da instituição psiquiátrica. É um dos museus mais visitados em Porto
Alegre, contando com 90% das visitas feitas por estudantes de universidades do
estado e de Santa Catarina.
Objetos da antiga farmácia do
Hospital Psiquiátrico São Pedro, pela qual a responsável a partir de 1916 foi
a
Irma Maria do Rosário, pertencente a ordem de São José. Os medicamentos foram
inseridos no hospital a partir de 1896.
Livro de visitantes
do museu inaugurado com a assinatura da Princesa Isabel seis meses depois da
inauguração do hospital.
A Princesa Isabel esteve presente na Província de São Pedro
em 30 de janeiro de 1885.
Atualmente
o HPSP conta com 470 pacientes na área asilar e residentes terapêuticos, além
de 130 leitos de internação. A instituição mantém convênio com 36 entidades,
entre elas sete escolas técnicas e 29 faculdades. O hospital está na lista dos
40 hospitais e instituições psiquiátricas do Rio Grande do Sul em situação
degradante, constando irregularidades, como pacientes fazendo atividades pelas
quais funcionários convocados deveriam exercê-las, violação de direitos e
violência.
Referências:
GAÚCHA ZH. Saúde.
Relatório identifica situação degradante em 40 hospitais e instituições
psiquiátricas. Dez. 2019. Disponível em: https://gauchazh.clicrbs.com.br/saude/noticia/2019/12/relatorio-identifica-situacao-degradante-em-40-hospitais-e-instituicoes-psiquiatricas-ck3p4zygy01zv01rzqwipj8qw.html
PICININI, Walmor J.
História da Psiquiatria: Um Pouco da História do Hospital Psiquiátrico São
Pedro. Disponível em: http://www.polbr.med.br/ano07/wal0607.php
Porto Alegre.
Prefeitura Municipal. Secretaria Municipal da Cultura, Arquivo Histórico Moysés
Velhinho -
Catálogo das Atas da Câmara de Vereadores de Porto Alegre, ano de 1876 - volume XII - Porto Alegre: Unidade Editorial da Secretaria Municipal da
Cultura, 2004. 303 p.
RÁDIO WEB SAÚDE UFRGS.
Evolução das Instituições de Saúde – Hospital Psiquiátrico São Pedro.
Disponível em: https://www.ufrgs.br/radiowebsaude/2013/05/18/evolucao-das-instituicoes-de-saude-hospital-psiquiatrico-sao-pedro/
REVISTA DE PSIQUIATRIA
DO RIO GRANDE DO SUL. 120 anos do Hospital Psiquiátrico São Pedro: um pouco de
sua história. Vol. 23, n 6. Porto Alegre, Mai/Mar 2004. Disponível em: https://www.scielo.br/scielo.php?pid=S0101-81082004000200002&script=sci_arttext
SIMERS. Conheça um
pouco da história do Memorial Cultural Histórico Psiquiátrico São Pedro. Nov.
2016. Disponível em: http://www.simers.org.br/noticia/conheca-um-pouco-da-historia-do-memorial-cultural-do-hospital-psiquiatrico-sao-pedro
TORELLO, Giovanni. Psichiatry on line Brazil. História
da Psiquiatria: Um pouco da Historia do Hospital Psiquiátrico São Pedro. Jun
2017, vol. 12 – n 6. Disponível em: http://www.polbr.med.br/ano07/wal0607.php
Wikipédia, a
Enciclopédia Livre. Hospital Psiquiátrico São Pedro. Disponível em: https://pt.wikipedia.org/wiki/Hospital_Psiqui%C3%A1trico_S%C3%A3o_Pedro
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princesa Isabel; penincilinoterapia; psiquiatra; hospício;
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11 de ago. de 2020
SEMANA DO PATRIMÔNIO
A exposição, escolhida para compor os eventos da Semana do
Patrimônio em Porto Alegre, celebra as obras, projetos e desenhos do servidor
público municipal Christiano de La Paix Gelbert. Gelbert trabalhou na
prefeitura entre 1925 e 1953, primeiro como desenhista e, mais tarde,
arquiteto-chefe junto à Diretoria de Obras da Prefeitura. Dentre suas tantas
contribuições à paisagem urbana da cidade estão as Pontes da Avenida Ipiranga,
o Hospital de Pronto Socorro, a Praça Otávio Rocha, o Centro de Saúde Modelo e
a Sede da Prefeitura Nova. Serão expostas, de forma totalmente virtual,
fotografias de suas obras urbanas, representações de seus projetos e desenhos
arquitetônicos, além de imagens da última exposição homônima que ocorreu em
2018.
https://projetodesarquivan.wixsite.com/ahpamvexpodigpoaarq?fbclid=IwAR3DxgT83reYGTh8Vy36kD3_olBBIBejes2sK5dncxq8_704noW2MBcmkGE
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exposição,
semana do patrimônio
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4 de ago. de 2020
4º Semana do Patrimônio Cultural
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21 de jul. de 2020
Da série - As Instituições de Saúde Porto-Alegrenses:
Rita Lobato, a Primeira Médica formada do Brasil
Fonte Wikipédia
Fernanda Sayão Lobato Teixeira
Em um mundo
onde o machismo ainda é muito presente, é essencial, enquanto pesquisadores da
memória, destacarmos os feitos das mulheres na História, principalmente em
áreas pelas quais as mesmas sempre foram excluídas, e que com sua luta por
igualdade, nunca desistiram de seus direitos e principalmente sonhos.
Natural de
São Pedro do Rio Grande, Rita Lobato Velho Lopes foi a primeira mulher formada
em medicina no Brasil. Nasceu em 09 de junho de 1866 e vinha de origem
abastada, filha de Rita Carolina Velho Lopes e Francisco Lobato que era um rico
estancieiro e comerciante de charque gaúcho, alem de ter dois irmão.
Desde muito
cedo, Rita mostrava interesse em ser médica, algo que era impossível para a
época, já que somente homens poderiam vestir um jaleco e salvar vidas. Todavia,
com a reforma Leôncio de Carvalho aprovada em abril de 1879, ela se viu diante
da grande oportunidade. Sempre foi considerada uma aluna muito aplicada,
apresentando ótimas notas.
Anos depois, em 1884, Rita e sua família foram
para o Rio de Janeiro, onde seus irmãos estavam começando a mostrar interesse
pela vida acadêmica, isso despertou o seu desejo de ser médica, assim se
matriculando na Faculdade de Medicina do Rio de Janeiro e permanecendo por 2
anos na instituição.
Devido a uma
discussão entre seus irmãos e os professores a respeito da reforma, seu pai,
Francisco Lobato, decidiu sair da capital carioca e levar sua família para a
Bahia, onde Rita iria continuar seus estudos, obtendo matricula no mês de maio
de 1885.
Sua chegada na
faculdade da Bahia foi cordial, sendo admirada pelos professores e colegas.
Apresentou excelentes notas em disciplinas de Física Medica, Anatomia Geral,
Fisiologia Patológica, Toxicologia. Sua
tese de doutorado com o titulo O Paralelo
entre os métodos preconizados na operação cesaariana foi apresentada em 30
de setembro e aprovada em 24 de novembro do mesmo ano, sendo considerada com
grande honra, a primeira mulher formada em medicina do país.
Casou-se com Dr. Antônio Maria Amaro de
Freitas em 18 de julho de 1889 em Rio Pardo, pelo qual tiveram uma filha, Isis Lobato
Freitas.
Em 1910,
Rita voltou para a sua vida médica após concluir cursos especializastes na
Argentina, e retornou para sua cidade natal, pela qual forneceu consultas
gratuitas até 1925, em clinicas que eram chamadas de Clínicas de Senhoras. Aos
59 anos, decidiu encerrar sua carreira médica e doou seus equipamentos para
hospitais.
Após a morte
de seu marido, Rita se envolveu nas causas do movimento feminista,
principalmente pelo direito ao voto, acompanhando diversas vitórias mais a
frente. Filiou-se ao partido Libertador, em 1934, e em 21 de agosto daquele
mesmo ano, foi eleita a primeira mulher a ocupar o cargo de vereadora de Rio
Pardo.
Referencias:
CIÊNCIA E CULTURA. Primeira médica saiu da Famed em 1887. Disponível
em: http://www.cienciaecultura.ufba.br/agenciadenoticias/noticias/primeira-medica-saiu-da-instituicao-em-1887/
COSTA, Hebe
A. Elas, as Pioneiras do Brasil. A Memorável saga dessas Mulheres. São Paulo:
Scortecci, 2005. https://books.google.com.br/books?id=WW_YBAAAQBAJ&printsec=frontcover#v=onepage&q=Rita%20Lobato&f=false
RITA LOBATO, A
Primeira Medica Formada do Brasil. Disponível em: https://www.revistas.usp.br/revhistoria/article/download/130701/127090/#:~:text=Page%201-,RITA%20LOBATO,primeira%20m%C3%A9dica%20formada%20no%20Brasil
MUSEU DE
HISTÓRIA MEDICINA (MUHM). Rita Lobato: primeira mulher a formar-se em medicina
Brasil. Disponível em: https://www.youtube.com/watch?v=TbHmDDL8_qo
WIKIPEDIA, A Enciclopédia Livre. RITA LOBATO. Disponível
em: https://pt.wikipedia.org/wiki/Rita_Lobato
14 de jul. de 2020
As
Instituições de Saúde Porto-Alegrenses:
sua História e realidade
sua História e realidade
Beneficência Portuguesa de Porto Alegre
Fernanda Sayão Lobato Teixeira
Em
tempos de crise na saúde mundial, é extremamente importante ressaltar a
importância dos serviços de saúde, como hospitais, clínicas, prontos-socorros,
unidades básicas, e principalmente, não só as instituições, mas diretamente os
profissionais que nelas exercem o seu trabalho, assim tornando as instituições
que são, pela sua dedicação e esforço em poder salvar vidas, além de mostrar
suas realidades perante esta área.
Uma
das instituições que iremos se aprofundar em seu histórico, é o hospital
Beneficência Portuguesa de Porto Alegre, ou originalmente Sociedade
Beneficente e Hospitalar da Colônia Portuguesa de Porto Alegre,
fundado em 26 de fevereiro de 1854 pelo vice-cônsul de Portugal, Antonio Maria
do Amaral Ribeiro e membros da elite portuguesa que permaneceram com suas
famílias em terras gaúchas após a chegada da comitiva a colônia, assim mantendo
fortemente a colônia mesmo pós-independência. Devido ao estreito laço dos portugueses
com a caridade e a forte influência da igreja católica, não apenas em Porto
Alegre, mas em todas as capitanias do país foram criados esses hospitais, ou
chamadas na época como Misericórdias, para atendimentos de necessidades de
cuidados da comunidade imigrante portuguesa e seus descendentes. Estas
instituições foram inspiradas em hospitais construídos em Portugal, como o
pioneiro Hospital de Jerusalém, em Évora, no período do reinado do rei D.
Afonso Henriques, conhecido como ‘’O Conquistador’’.
Anterior
à fundação da mesma, após entregar o pedido de criação de um hospital português
ao então vice-presidente da província, José Gomes de Vasconcelos Jardim, havia
terminado a guerra civil Farroupilha com a vitória dos farrapos sobre o Partido
Restaurador, composto em sua maioria por portugueses. Devido a isto, o
vice-presidente recusou o pedido temporariamente, mesmo o projeto sendo bem
recebido. Todavia, se aceito, seria um tanto suspeita a iniciativa.
Segundo
Oliveira e Moreira (2010, p. 2) em 1854, com a morte da rainha de Portugal D.
Maria II, a comunidade portuguesa de Porto Alegre se viu diante de uma enorme
tristeza com o falecimento da monarca, e aproveitando o momento, com o auxilio
da imprensa, se retomou a ideia de criação de um hospital para auxiliar esta
comunidade e suas gerações futuras, assim sendo criada em 1854.
Inicialmente
a instituição não havia uma sede própria, porém já contava com cerca de 550
integrantes, com um fundo de com
um fundo de 5:920$680
réis.
Desta forma, foi firmado um acordo entre os responsáveis pela futura construção
do hospital e a Santa Casa de Misericórdia, para assim iniciar aos poucos as
atividades médicas. Com a quantia de fundo arrecado pelos associados, em 28 de
maio de 1858 foi comprada uma casa na antiga Rua da Figueira, atual Coronel
Genuíno, no centro histórico.
Com
o surto de cólera em 1867, quando diversos pacientes foram salvos no
ambulatório original, a ideia de uma sede maior tomou conta.
Os associados iniciaram a construção
definitiva do hospital em um terreno localizado no Caminho da Aldeia, atual
Avenida Independência. As primeiras obras se iniciaram em 29 de junho de 1867. Com
o auxilio de doações, eventos e leilões, o prédio foi inaugurado em 29 de junho
de 1870.
Sede
oficial do hospital no século XIX.
Antigo Salão Nobre do
prédio histórico, com quadros de todos os sócios.
No
inicio de 1871, foi feita a primeira capela da instituição, sendo instalado seu
primeiro capelão, o Padre Joaquim Cirilo da Cunha.
Em 1873, a
cidade enfrentava uma enorme enchente, desabrigando os moradores da margem do
Guaíba. Em 8 de outubro do mesmo ano, a Câmara dos Vereadores de Porto Alegre
recebe o oficio do 1° Secretário da
Sociedade Portuguesa de Beneficência pondo a disposição todas as áreas vazias
do hospital e oferecendo alimentos as família desabrigadas. (Catálogo das Atas da Câmara de
Vereadores de Porto Alegre, 1866-1875). Assim, quebrando o costume do hospital
de atender apenas portugueses e descendentes, e agora atendendo todos os
públicos.
Após
a mudança para sua nova sede, a Beneficência Portuguesa mostrou ampliar sua
presença na sociedade porto-alegrense. Em 1884, participou do movimento local
de emancipação de escravos contribuindo com a doação de cartas de alforria.
Houve um expressivo aumento de atendimentos e associados, além do aumento de
várias formas de doações. Foram feitas melhorias nas instalações em 1892, sendo
criadas salas para consultórios na parte térrea do prédio, salas maternais, como
também uma farmácia e dois anos depois, foi aparelhada a sala de cirurgia.
Sala
maternidade do hospital no século XIX.
Do
século XX até os dias atuais, a Sociedade tivera uma grande evolução, com a
instalação de um Gabinete de Radiologia, participando de eventos como o IV
Congresso Sul-Americano de Neurocirurgia, que foi um marco na vida médica e
científica de Porto Alegre, além de adquirir uma extensa área de terra em
Gravataí, para a criação do Retiro da Velhice. Além disso, em 1996, seu
regulamento foi reformulado para se adequar ao Sistema Único de Saúde (SUS).
Apesar
das dificuldades que o hospital se viu diante, já no século XXI, em 2003 o
hospital foi destacado com o segundo lugar em bom atendimento no estado. Porem,
em 2007, pelo INSS teve sua execução decretada, devendo passar por um leilão,
mas o processo foi revertido judicialmente. Infelizmente sua condição não é a
das melhores, com uma dívida de
cerca de 18 milhões de reais e sofrendo com a falta de
repasses de verbas estatais.
Referências:
Beneficência
Hospitais. Disponível em: http://www.beneficenciars.org.br/institucional-historia
CHAVES,
Larissa Patrón. AS SOCIEDADES PORTUGUESAS DE BENEFICÊNCIA DO RIO GRANDE DO SUL
- REPRESENTAÇÕES E ALTERIDADE. 2004. Disponível em: http://cdn.fee.tche.br/jornadas/2/H1-04.pdf
OLIVEIRA, Daniel; MOREIRA, Paulo
Roberto Staudl. SAÚDE, CURA E
ASSOCIATIVISMO O ACERVO DA SOCIEDADE E HOSPITAL BENEFICÊNCIA PORTUGUESA DE
PORTO ALEGRE. X Encontro Estadual de
História, AHPURS. Julho de 2010, Santa Maria –RS. Disponível em: http://www.eeh2010.anpuh-rs.org.br/resources/anais/9/1279056421_ARQUIVO_saude_cura_acervo_ANPUH.pdf
OLIVEIRA, Clóvis Silveira de. Porto Alegre - A
Cidade e sua Formação. Porto Alegre: Editora Gráfica Metrópole S. A.,
1993, pgs. 244 a 250
Porto
Alegre. Prefeitura Municipal. Secretaria Municipal da Cultura, Arquivo Histórico Moysés Velhinho - Catálogo
das Atas da Câmara de Vereadores de Porto Alegre, 1866-1875; v. XI. Porto
Alegre, UE/Secretaria Municipal da Cultura, 2001. 295p.
Wikipédia.
Beneficência Portuguesa de Porto Alegre. Setembro de 2009. Disponível em: https://pt.wikipedia.org/wiki/Benefic%C3%AAncia_Portuguesa_de_Porto_Alegre
6 de jul. de 2020
As
Instituições de Saúde Porto-Alegrenses: sua História e realidade
Santa Casa de Misericórdia
Fernanda Sayão Lobato Teixeira
A Santa Casa de
Misericórdia, ou conhecida inicialmente como Hospital da Caridade de Porto Alegre, é o hospital mais antigo do Rio
Grande do Sul e está diretamente interligada com o início da história da
capital.
Porto Alegre teve sua
fundação em 1772, no período em que os dois países ibéricos disputavam domínio
das terras brasileiras. Muitos foram os acordos firmados para resolver esse
impasse, até que em 1801, o estado gaúcho se tornou domínio do império
português.
Como não havia
hospitais neste período e os enfermos eram atendidos a domicílio e em
albergues, o príncipe regente Dom João VI permitiu que o Irmão Joaquim
Francisco do Livramento – que era conhecido por percorrer as vilas coloniais e
fundar instituições de saúde aos necessitados, como a Santa Casa de
Misericórdia do Desterro, em Santa Catarina – criasse uma instituição
semelhante em Porto Alegre também. Em
1903, iniciara a construção da primeira Santa Casa na capital. Recebeu o status
de Misericórdia em 1814, recebendo rendimentos que seriam entregues para
aplicar na construção.
As primeiras salas de
enfermaria e a capela Senhor dos Passos, foram inauguradas em janeiro de 1826,
neste período o administrador era o próprio presidente da Província, o Visconde
de São Leopoldo, que vinha fazendo um grande trabalho no desenvolvimento da
instituição.
Conforme o Compromisso
da Misericórdia de Lisboa (conjunto de regulamentos de administração das Santas
Casas de Misericórdia, aprovada pelo rei D. Manuel I), a instituição tinha como
objetivo acolher crianças abandonadas, cuidar dos doentes, amparar os mais
velhos que não tinham onde se asilar, enterrar os mortos, combater epidemias e
tratar dos mais pobres e escravos que procuravam a instituição para curar das
diversas enfermidades. Além disto, a Santa Casa socorreu militares feridos na
Guerra Civil Farroupilha e a Guerra do Paraguai.
A instituição se viu
diante de várias doenças epidêmicas, como a febre amarela e a cólera abrigando
diversos doentes. Diante disto, foi preciso reforçar os cuidados sanitários e
criar a sua própria farmácia.
Hospital Santa Casa de
Misericórdia no século XX.
O cenário do
desenvolvimento científico da medicina no estado, tomou forma a partir do início
do século XX, com a fundação da primeira faculdade de Medicina do Rio Grande do
Sul em 1898. Isso trouxe uma imagem de transformação nas condições de exercício
e ensino da área médica, representando uma grande expansão da ciência daquela
pequena instituição. Outro projeto foi idealização da Fundação Faculdade
Federal de Ciências Médicas de Porto Alegre, conhecida atualmente como a
Faculdade de Ciências da Saúde de Porto Alegre (UFCSPA).
Diante dessa enorme
transformação que a Santa Casa vinha tendo com o passar do tempo, a instituição
resolveu criar um amplo complexo de hospitais com suas determinadas
especialidades. São elas: o Hospital São Francisco (1930 — destinada para
atendimento aos pacientes privados, com o objetivo de melhor cumprir a missão
da Misericórdia), o Pavilhão Daltro Filho (1940 — destinada para a Maternidade
Mário Totta e enfermarias e consultórios), o Hospital São José (1946 — destinada
para a neurocirurgia), o Pavilhão São Lucas (1948 — destinada para a hematologia),
o Pavilhão Cristo Redentor (1948 — destinada para enfermarias e serviços), o Hospital
da Criança Santo Antônio (1953 — destinada para a pediatria), o Pavilhão
Pereira Filho (1965 — destinada para a pneumologia), o Hospital Santa Rita
(1967 — destinada para a oncologia) e o Hospital Dom Vicente Scherer (2001 — destinada para transplantes).
No século atual, a
instituição gaúcha é conhecida por ser a pioneira no país por realizar
transplantes de rim e pâncreas, transformando a Santa Casa em um dos maiores
centros de transplante de órgãos da America Latina. Além disso, com o advento
da tecnologia, foi a principal ferramenta na contribuição no crescimento da
ciência que a instituição dispõe, a qualificação dos profissionais e a
dedicação dos mesmos.
Apesar dos tempos de
crise que a instituição passara dentro desses 516 anos de existência, a Santa
Casa de Misericórdia sempre deu o seu melhor pautado pela ética, moral,
humanismo, equidade e credibilidade, com o intuito de difundir sua história e
além claro, empreender, inovar através do desenvolvimento, do ensino e da
pesquisa em prol da vida dos porto-alegrenses.
Referências
BARROSO, Vera Lúcia Maciel. CENÁRIOS
DOCUMENTAIS DA SANTA CASA DE MISERICÓRDIA DE PORTO ALEGRE: FONTES DE PESQUISA
PARA A HISTÓRIA DA CIDADE E DO RIO GRANDE DO SUL. XXVII Simpósio Nacional de
História – Conhecimento histórico e dialogo Social – ANPUH. Jul. de 2013.
Disponível em: http://www.snh2013.anpuh.org/resources/anais/27/1364261246_ARQUIVO_TEXTOARQUIVOSANTACASAPORTOALEGREVERABARROSOsemresumo.pdf
CENTRO HISTÓRICO DA SANTA CASA.
História. Disponível em: https://www.santacasa.org.br/pagina/sobre-a-santa-casa
SANTA CASA DE MISERICÓRDIA. Sobre
a Santa Casa. Disponível em: https://www.chcsantacasa.org.br/chc-santa-casa/historia/
STREB, Luís Guilherme. Santa Casa
de Misericórdia, Hospício São Pedro e Loucura: Notas sobre os primórdios da
Psiquiatria em Porto Alegre. Revista de Psiquiatria do Rio Grande do Sul. Vol.
29 no. 1, Porto Alegre Jan./Abr. de 2007.
Wikipédia. Santa Casa de Misericórdia de
Porto Alegre. Disponível
em: https://pt.wikipedia.org/wiki/Santa_Casa_de_Miseric%C3%B3rdia_de_Porto_Alegre
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