28 de set de 2011

Paço Municipal, nosso espaço democrático

                                

    No seu relatório ao Conselho Municipal apresentado em 1901, o Intendente José Montaury de Aguiar Leitão comunica o fim das obras do Paço Municipal. O prédio tão necessário ao funcionamento dos serviços da municipalidade foi apontado como obra prioritária em 1897, primeiro ano do longo governo desse administrador municipal.As obras do prédio da Intendência Municipal tiveram início em 1898, sendo mais uma das iniciativas de transformar a capital dos gaúchos numa cidade de destaque no cenário internacional.
 
 O Paço Municipal, sede do governo porto-alegrense foi, ao longo desses 110 anos, palco de anseios para conquistas de cidadania. Entre manifestações de greves e os grandes comícios políticos, os direitos democráticos sobreviveram; nesse espaço repleto com bandeiras, em 13 de abril de 1984, ocorreu o grande comício das diretas que marcou profundamente a vida de toda uma geração de brasileiros impedida por décadas do exercício pleno da democracia, de votar para escolha do Presidente da República do Brasil.   
 
Fonte:Correio do Povo de 14/4/1984

26 de set de 2011


Deve acontecer nos dias 15 a 17 de dezembro, em Brasília, a I Conferência Nacional de Arquivos – I CNARQ, que tem por objetivo proporcionar uma ampla discussão para propor ao Governo Federal um conjunto de ações com metas e prazos acerca da implementação do Plano Nacional de Arquivos.

Antecedendo a I CNARQ, ocorrerão 5 conferências regionais. O Estado do Rio Grande do Sul sediará a da Região Sul, na cidade de Porto Alegre, nos dias 21 e 22 de outubro.

Para tanto, estamos fazendo um chamamento a todos para que se mobilizem juntos aos seus pares, que façam discussões internas, tendo como base os seis eixos temáticos constantes no projeto e reproduzidos abaixo, para que a discussão na Conferência Regional de Arquivos possa ser mais rica e produtiva.

É importante que cada Instituição, além de promover as discussões, participe da Conferência com o maior número possível de representantes e apresente suas propostas.

Eixos temáticos:

  1. Regime Jurídico dos Arquivos no Brasil e a Lei nº 8.159, de 8 de janeiro de 1991: Avaliação do impacto da Lei após 20 anos de implementação. O regime jurídico arquivístico nos estados e municípios após a Lei. O projeto de lei de acesso. O anteprojeto de lei de proteção de dados pessoais. O direito autoral e o direito de uso e reprodução dos documentos de arquivo.
  2. A Administração Pública e a Gestão dos Arquivos: A estrutura do Estado no Brasil. A gestão das instituições públicas e a questão dos arquivos no contexto atual. O papel dos arquivos para o Estado e a sociedade. O modelo de instituições e serviços arquivísticos públicos (subordinação, estrutura, orçamento, recursos humanos, materiais, científicos e tecnológicos). Os arquivos públicos e sua relação com políticas e programas de modernização institucional e gestão da informação governamental. Os arquivos como patrimônio científico e cultural e no contexto das políticas de preservação do patrimônio cultural. Fontes de financiamento para a ação arquivística.
  3. Políticas Públicas Arquivísticas. A estrutura vigente para a definição e implementação de uma política nacional de arquivos (Arquivo Nacional, Conselho Nacional de Arquivos, SINAR), além de políticas federal, estaduais, do Distrito Federal e municipais: balanços e possíveis redesenhos. A anatomia do SINAR. O Conselho Nacional de Arquivos – função, composição e funcionamento. As políticas arquivísticas e suas interseções com outras políticas públicas: cultura, patrimônio, ciência, bibliotecas, governo eletrônico, museus, acesso livre, banda larga, etc. Fontes de financiamento para a implementação de políticas públicas arquivísticas.
  4. Acesso aos Arquivos, Informação e Cidadania. Usos e usuários dos arquivos no Brasil. Instrumentos para a gestão de usos e usuários dos arquivos. Obstáculos e recursos favoráveis ao acesso aos arquivos no Brasil. Mecanismos de ampliação do uso social, cultural e educacional dos arquivos.
  5. Arquivos Privados. O cenário dos arquivos privados no Brasil. Serviços privados e públicos de preservação e acesso a arquivos privados. Modelos de gestão e acesso a arquivos privados em diferentes contextos organizacionais. Políticas de aquisição de acervos arquivísticos privados. Critérios e impactos da classificação de arquivos privados de interesse público e outras formas de ação do Estado em relação a arquivos privados. Fontes de Financiamentos para a preservação e acesso a arquivos privados.
  6. Educação, Pesquisa e Recursos Humanos para os Arquivos: Formação e capacitação profissional: balanços e perspectivas. Produção e difusão de conhecimento arquivístico: a situação das linhas de pesquisa, dos periódicos especializados e de outros canais de difusão do conhecimento arquivístico. Relações entre universidades, instituições e serviços arquivísticos. As associações profissionais e a atualização profissional. A profissão de arquivista no Brasil: regulamentação, perfis profissionais, formação, mercado de trabalho etc.


Os representantes da Comissão Organizadora Regional colocam-se à disposição para ajudar no encaminhamento das discussões.


Porto Alegre, 23 de setembro de 2011.

22 de set de 2011

PESQUISADORES, ATENÇÃO!

Agendem-se para o sábado, 24 de setembro:



Abertura da Sala de Pesquisa do Arquivo Histórico- somente com agendamento



Horário: 9h às 13h

Para agendar: 32197900 ou atendimentoah@smc.prefpoa.com.br

21 de set de 2011

O SANEAMENTO NA PORTO ALEGRE OITOCENTISTA

Considerando os trabalhos acadêmicos recebidos pelo Arquivo Histórico, é importante destacar a abordagem do tema saneamento na Dissertação de Mestrado Saberes históricos e práticas cotidianas sobre o saneamento:desdobramentos na Porto Alegre do Século XIX(1850-1900),de Vladimir Ferreira de Ávila, concluída em 2010.






Este estudo aborda, na primeira parte, os fundamentos históricos do saneamento,com base

na obra Ares,águas e lugares, de Hipócrates,que trata da influência do clima,da água e do meio sobre a saúde e a prevenção de doenças. Discorre sobre a história da higiene e do saneamento da Antiguidade até o século XIX.

Na segunda parte, o trabalho trata da influência do saber hipocrático no saneamento da Cidade, os agentes e os primeiros movimentos do saneamento e a evolução deste da limpeza para a higiene.

A terceira parte desenvolve a história das políticas públicas para o saneamento em Porto Alegre, as epidemias e as ações práticas. As preocupações fundamentais eram  ligadas à saúde coletiva, na prevenção das epidemias. Para isso, eram estudados os melhores lugares para despejos dos dejetos, feita a inspeção dos lugares quanto à salubridade e  dado o início da canalização das águas potáveis,executada pela Cia. Hidráulica Porto-alegrense.Dava-se ênfase às águas e aos lugares, aplicando os princípios de Hipócrates.











Como conclusão, o autor define o saneamento da Porto Alegre oitocentista como o “de prevenção às doenças de caráter epidêmico e das ações práticas exercidas em diferentes campos de atuação pelos seus também diferentes agentes”. Segundo ele, essas políticas tinham como base as teorias hipocráticas desenvolvidas na obra Ares,águas e lugares.




Esta dissertação é produto da pesquisa do autor em várias instituições, inclusive o AHPAMV.

 Algumas fontes consultadas nesta Instituição:

Documentos do Legislativo: Atas da Câmara de Vereadores( 1826 a 1900);

Código de Posturas Policiais (1829 a 1888);Construção e Melhoramentos do Município(1877 a 1930);Livro de Despesas da Câmara;Correspondência Expedida e Recebida pela Câmara;

Documentos do Executivo: Correspondência Recebida- Gabinete do Prefeito;

Leis: Leis, Decretos, Atos e Resoluções do Município de Porto Alegre; Mapas e Plantas do Município

Hemeroteca: Gazetinha-1891-96-97 e Jornal do Commercio -1867-68

Além desses documentos e jornais, foram consultados alguns livros referenciados na dissertação.







16 de set de 2011

AVISO

             Informamos a todos que na segunda-feira, 19, o Arquivo Histórico de Porto Alegre estará fechado por motivo de desinsetização e desratização. 
             O expediente do dia 21/09 será a partir das 9:30h, excepcionalmente.      

ATENÇÃO ,PESQUISADORES!

Agendem-se para o sábado, 24 de setembro:



Abertura da Sala de Pesquisa do Arquivo Histórico- somente com agendamento



Horário: 9h às 13h

Para agendar: 32197900 ou atendimentoah@smc.prefpoa.com.br








14 de set de 2011

Breve Histórico do Programa de Educação Patrimonial



As ações educativas no Arquivo Histórico de Porto Alegre Moysés Vellinho iniciaram em 1990 com as visitas guiadas que pretendiam descortinar esse mundo do Arquivo à comunidade. Iniciaram tímidas, atendendo principalmente grupos de estudantes universitários de cursos de graduação com alguma relação com o patrimônio documental.




Quando da mudança do Arquivo Histórico, em 1994, para a atual sede na Avenida Bento Gonçalves, um novo processo lentamente começa a se construir.



O casarão tombado agrega um novo valor à Instituição que agora conta, também, com o patrimônio arquitetônico além de uma área externa ampla que permite uma aproximação de outros públicos, neste caso, as crianças. Visitas guiadas pensadas especialmente para esse público acontecem, já estabelecendo uma interface importante com estes dois patrimônios: o edificado e o documental. Este exercício de acolhimento ao novo público faz surgir um desejo de atendê-lo ainda melhor.



Visando a estimular o contato e o vínculo com a Instituição, através da incorporação de elementos do mundo infantil, cria-se em 1997, o primeiro projeto: Papel Antigo e Papel Velho que, nesta primeira versão, adapta o texto: Uma graça de traça do escritor Carlos Urbim, trazendo a personagem traça para o Arquivo, além de uma oficina de feitura de papel artesanal em parceria com a Usina do Papel. O projeto atende crianças do Ensino Fundamental de 1ª a 4ª série.O sucesso da experiência permite a ampliação do atendimento com a criação, em 2000, do projeto Vivo Toque, agora para incluir os estudantes de 5ª a 7ª série


É neste ano também que o projeto Papel Antigo e Papel Velho é modificado, criando-se novas personagens: a Trapeira do moinho de papel e a Broca conscientizada.






Estes dois projetos e as visitas guiadas, cada vez mais qualificadas para o atendimento dos diversos segmentos que se aproximam da instituição, concretizam a intenção do Arquivo Histórico de criar um vínculo com a comunidade porto-alegrense, permitindo a apropriação dos referenciais e memórias sociais contidos nos documentos que formam o acervo da Instituição. Este vínculo se fortaleceu, pois todo o conjunto de bens patrimoniais recolhido nos chalés do século XIX, é de enorme valor afetivo para a comunidade do Partenon; em especial, os casarões, por terem abrigado várias escolas.

Até o primeiro semestre de 2004, essas atividades representam a Educação Patrimonial no Arquivo Histórico. No segundo semestre desse mesmo ano, um novo projeto surge: o Sensibilização para a Vida no Âmbito Humano, Cultural e Ambiental - trazendo o emergente paradigma ecológico. O projeto olha para a Instituição como um complexo de bens patrimoniais e, neste sentido, agrega o bem natural como um patrimônio a ser objeto de ações educativas, estabelecendo uma interface do meio ambiente: produto da sabedoria de Gaia com as artes,humanidades e ciências: sabedoria humana que deixa sua marca cultural no planeta.













São quatro vivências lúdicas que vão se somar a outra oficina: Brincando de Editar, criada para focar o bem cultural livro que também faz parte da Instituição, que conta com duas bibliotecas: uma especializada na história de Porto Alegre, e outra, o acervo pessoal do historiador Valter Spalding.



Esta série de atividades faz surgir,em 2005, o Programa de Educação Patrimonial do Arquivo Histórico de Porto Alegre Moysés Vellinho. São ações organicamente articuladas que estabelecem relação transversal com todos os bens patrimoniais: natural e cultural, de natureza material e imaterial, sob a guarda da Instituição, que se completaram com o Projeto Descobrindo a Arquivologia, em 2007 e o Detetive na Casa dos Malheiros, criado em 2010.

Nesta trajetória, já foram atendidas mais de 25 mil pessoas. Algumas estiveram neste espaço quando crianças e, hoje educadores, trazem seus alunos, refazendo sua trajetória de reconhecimento desta Instituição.

A possibilidade de reconhecimento deste espaço de memória, através dos projetos,alimenta nossa esperança de que (como define Heloisa Belloto) este seja o habitat natural da relação Estado- cidadão cada vez mais utilizado pela comunidade porto-alegrense.

6 de set de 2011

VILA IAPI

Em dezembro de 1936, foi criado o Instituto de Aposentadoria e Previdência do Industriário, que teria como um de seus objetivos resolver o problema habitacional dos trabalhadores na indústria.


Dez anos depois, em uma área de 67 hectares, foi lançada a pedra fundamental que iria culminar na construção total de 2.533 unidades residenciais.
Essa obra foi fartamente registrada em fotos. O volume documental é de aproximadamente 2.587 negativos, 3.211 fotos e 336 fotogramas, acondicionados em álbuns, envelopes e caixas.

O Arquivo Histórico de Porto Alegre mantém em seu acervo essa importante fonte de pesquisa após receber a referida documentação da Universidade Federal do Rio Grande do Sul.

Com vistas a colocar à disposição do público pesquisador esse rico acervo, o AHPA está realizando análise e diagnosticando o estado de conservação do mesmo.
Iniciando o processo de restauração pelos álbuns fotográficos, verificamos que cada um deles apresenta necessidades específicas de intervenção conforme seu estado de deterioração.

      Esses álbuns logo estarão à disposição para pesquisa.


                             ÁLBUM ANTES DA RESTAURAÇÃO




                                         ÁLBUM DEPOIS DA RESTAURAÇÃO


                                                  ANTES DA   RESTAURAÇÃO


DEPOIS  DA RESTAURAÇÃO





 

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