31 de jul de 2012

PARTICIPAÇÃO POPULAR E PLANEJAMENTO URBANO



           Regina Pozzobon, na sua dissertação de mestrado sobre  a  participação popular no planejamento urbano,analisa  este aspecto no PDDUA (Plano Diretor de Desenvolvimento  Urbano  Ambiental) de  Porto Alegre, com o objetivo  de  identificar quem de fato participou da elaboração do mesmo,quem de fato decidiu sobre  as questões que envolvem urbanismo e meio ambiente.

          A autora parte do pressuposto de que havia, na época, vontade política  e compromisso governamental,em Porto Alegre, para  fomentar a participação,superando o antigo modelo racional-compreensivo para o democrático-participativo, respaldado legalmente pela Constituição de 1988.Esses elementos, no entanto, se mostraram insuficientes   para  garantir a efetiva participação nos processos decisórios,devido a outras variáveis.
                      Nas questões de planejamento urbano, é  priorizado  o conhecimento técnico que legitima os discursos dos engenheiros, arquitetos, urbanistas e outros profissionais, secundarizando a participação do cidadão  portador do conhecimento empírico das necessidades  de moradia, saneamento,mobilidade urbana e preservação do meio ambiente. Essa diferença gera hierarquia  e constrói hegemonias.
                        Esses são alguns aspectos temáticos da dissertação de Regina, intitulada Participação e planejamento urbano: o processo de elaboração do Plano Diretor de Desenvolvimento Urbano e Ambiental de Porto Alegre, doada pela autora  para o acervo bibliográfico do AHPAMV. Nossos agradecimentos  a  Regina por esta importante contribuição  para o enriquecimento das nossas fontes documentais,que são de grande relevância histórica,beneficiando os pesquisadores desta Instituição.
  


                            








23 de jul de 2012

MEMORIAL PADRE LANDELL DE MOURA


           Com o intuito de preservar a memória da vida e obra do ilustre inventor brasileiro, gaúcho, padre-cientista Roberto Landell de Moura, Pioneiro das Telecomunicações, Patrono dos Radioamadores do Brasil, o escritor Ivan Dorneles Rodrigues comunica que seu acervo (livros, revistas, jornais da época, documentos, fotos, vídeos, DVDs e CDs) encontra-se à disposição dos interessados na Rua Dra. Rita Lobato, 150 ap.204, Bairro Praia de Belas, Porto Alegre-RS. Também está à disposição uma réplica do Transmissor de Ondas do Padre Landell de Moura, patenteado nos EUA em 1904. Esta réplica é uma obra concluída, em maio de 2004, pelo gaúcho Marco Aurélio Cardoso Moura.
          O Memorial também possui um acervo (biblioteca, hemeroteca, videoteca e discoteca) sobre a história da radiodifusão e memória do radioamadorismo no Rio Grande do Sul, que está à disposição para consulta local. As visitas deverão ser agendadas pelos telefones (51) 3341-3644, 3341-6649, 3258-6543 e 9641-3289 ou pelo e-mail ivanr@cpovo.net .O site é www.memoriallandelldemoura.com.br. Também está disponível,no mesmo local,para  as entidades interessadas,mediante agendamento, exposição itinerante (composta por banners)sobre a obra do Pe. Roberto Landell de Moura,
                  O objetivo do Memorial é de fomentar, informar e facilitar as pesquisas dos interessados na história do Rádio,e  tem servido de fonte para pesquisas em diversos campos da mídia e da comunicação social.

18 de jul de 2012

Manutenção e conservação do espaço físico


                          
            Na primeira quinzena de agosto, terão início as obras de manutenção dos dois casarões  que abrigam  a Equipe de Patrimônio Artístico, Histórico e Cultural- EPAHC (casarão 1)e o Arquivo Histórico de Porto Alegre Moysés Vellinho (casarão 2). A  conservação do espaço físico  faz parte da qualificação do atendimento ao usuário.
      Basicamente, as intervenções serão as seguintes:
      1-isolamento térmico da cobertura;
      2-recuperação dos rebocos e pintura (externa e interna);
      3-impermeabilização do corredor de acesso ao Anexo  onde são guardados os documentos  segundo as normas arquivísticas(Reserva Técnica)e pintura externa desse Anexo.
        Durante o período das obras, as atividades serão normais, sem prejuízo no atendimento ao público.

   

11 de jul de 2012

O porto de Porto Alegre: um símbolo de modernidade


             Mais uma fonte documental se agrega às  estantes do acervo bibliográfico do Arquivo Histórico: a dissertação de  mestrado em Planejamento Urbano e Regional,de Augusto Alves, intitulada A construção do porto de  Porto Alegre:1895-1930 modernidade urbanística como suporte de um projeto de Estado.
 

           Trata-se de um  estudo complexo,que aborda  a  construção do porto como uma síntese histórica  do imaginário da modernização e do progresso  do Rio Grande do Sul e, em especial, de  Porto Alegre,no início do século vinte. Esta era  a visão das administrações positivistas, responsáveis pelos projetos de urbanização deste período.





        

        Além de ser símbolo da visão positivista de progresso, a  construção do porto de Porto Alegre teve razões econômicas(viabilizando o comércio exterior e integrando o Rio Grande do Sul ao circuito comercial brasileiro),higiênicas e estéticas (saneamento e embelezamento da Cidade)É deste período(1914) o Plano de Melhoramentos do Intendente José Montaury que  projetava  o Cais como “um grande equipamento unitário,racionalmente projetado por técnicos especializados e engenheiros competentes”.Esta obra se inseria na tendência  de realizar intervenções urbanas nas margens(no Rio de Janeiro e em  Porto Alegre),construindo portos,modernizando as cidades  e promovendo reformas urbanas.
     E, assim, entrelaçando política, economia, urbanismo, contexto histórico e geográfico,o autor  constrói não só  um estudo sobre o Cais do Porto de Porto Alegre como traça um panorama de uma  época   de hegemonia positivista,com foco no progresso,na modernização,no saneamento e embelezamento urbanos.
   Também para consulta, foi doado para o nosso acervo um cd com  plantas  do projeto de construção do Porto,que fazem parte da dissertação,gentileza do autor  Augusto Alves e da arquiteta Maria Cristina Louzada,que nos trouxe o material.Os originais destas plantas estão na  biblioteca da Superintendência de Portos e Hidrovias(SPH).Agradecimentos especiais ao autor Augusto Alves,que disponibilizou  a dissertação e as plantas digitalizadas, à  arquiteta  Maria Cristina que  viabilizou a doação do material ao AHPAMV, à bibliotecária  da Faculdade de Engenharia da UFRGS,Rejane Rataeski Moraes da Silva,que   realizou a pesquisa sobre o Cais numa biblioteca em reformas,e à bibliotecária da Superintendência do  Porto de Rio Grande,Gladis Rejane Moran Ferreira,que descobriu a mudança de nome de DPREC (Departamento de Portos,Rios e Canais)para SPH, possibilitando a localização das 500 plantas históricas do Cais.A todos estes, nossos agradecimentos em nosso nome e em nome dos pesquisadores que  têm, agora, acesso ao acervo cartográfico do projeto da construção do porto de Porto Alegre.
         






           








      

4 de jul de 2012

O Programa de Educação Patrimonial do Arquivo Histórico de Porto Alegre Moysés Vellinho faz o balanço do primeiro semestre.



   Estiveram na instituição 1.232 pessoas que participaram dos projetos e visitas-guiadas. A maioria são crianças e adolescentes que puderam, a partir da vivência nos projetos, criar um vínculo com o Arquivo passando este a ser, também, um espaço cultural que reflete a vida da  nossa Cidade, na medida em que nossas memórias podem ser resgatadas  pelos documentos, pelos chalés representativos da ocupação do Bairro Partenon nos séculos XIX e XX e,ainda, pela flora mantida no entorno com figueira e paineiras centenárias.

  Somam-se  a este número os 87 professores da rede municipal de ensino que realizaram Formação no Programa de Educação Patrimonial, tornando-se mediadores da relação Arquivo /aluno. Foram 3 formações: uma em fevereiro, outra em abril e outra  em maio. Estão programadas mais 3 formações para o segundo semestre, que podem ser agendadas pelos telefones:3219 7900 e 3289 8284.

    Estes números confirmam a preocupação da Instituição que, guardiã por dever  da documentação histórica da  Cidade, passa também a se responsabilizar pelo direito de apropriação dos valores identitários nela contidos, garantindo atividades que buscam o encontro com o público escolar nas suas diversas faixas etárias.


 

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