24 de abr de 2019



ENCONTRO INTERNACIONAL DE HISTÓRIA 


GENEALOGIA AÇORIANA 



15 A 17 DE JUNHO DE 2019


   O Centro Histórico-Cultural Santa Casa, promoverá o evento intitulado “Encontro de História e Genealogia: fontes documentais e produção do conhecimento – dos Açores e do Rio Grande do Sul” reunindo, junto as instituições apoiadoras: a Casa dos Açores do Estado do Rio Grande do Sul, o Instituto Histórico e Geográfico do Rio Grande do Sul e o Arquivo da Cúria Metropolitana de Porto Alegre, os Arquivos Municipais e Estaduais para suas exposições. E contará com o prestígio e a colaboração da Direcção Regional das Comunidades Açorianas e da Direcção Regional da Cultura, do Governo da Região Autônoma dos Açores / Portugal.

  O Encontro proposto pretende perseguir duas metas: – oportunizar a escuta de historiadores e genealogistas açorianos que irão socializar estudos e pesquisas relacionando os Açores com o extremo-sul do Brasil, além de informar sobre o potencial de fontes que os arquivos dos Açores oferecem à pesquisa sobre história e genealogia de açorianos que se estabeleceram, especialmente no Estado do Rio Grande do Sul; – reunir representantes dos Arquivos Municipais e Estaduais do Rio Grande do Sul, para apresentarem as fontes documentais e bibliográficas disponíveis em seus acervos, relacionados à presença açoriana em seus espaços em diferentes tempos.



Equipe AHPAMV

23 de abr de 2019

23 de Abril - Dia Mundial do Livro


Biblioteca Nacional 


   O Dia Internacional do Livro um evento comemorativo com origem na Catalunha (Espanha), celebrado inicialmente em 05 de abril de 1926, em comemoração do nascimento do escritor espanhol Miguel de Cervantes, proposto pelo escritor valenciano Vicent Clavel Andrés na Câmara Oficial do Livro de Barcelona.

   Em fevereiro de 1923, o governo espanhol, presidido por Miguel Primo de Rivera, aceitou a data e o rei Alfonso XIII assinou o decreto real que instituiu a Festa do Livro Espanhol e o prêmio literário Miguel de Cervantes.

   No ano de 1930, a data comemorativa foi trasladada para 23 de abril, dia do falecimento de Cervantes.

   Mais tarde, em 1995, a Organização das Nações Unidas para a Educação, a Ciência e a Cultura (UNESCO) instituiu em 23 de abril o "Dia Mundial do Livro e do Direito de Autor", afim de estimular a reflexão sobre a leitura, a indústria de livros e a propriedade intelectual. Além de Cervantes, nesta data ocorreu o falecimento de outros escritores, como o escritor catalão Josep Pla e o dramaturgo inglês William Shakespeare.

   No caso do escritor inglês, tal data não é precisa, pois na época a Inglaterra utilizava o calendário Juliano, que havia uma diferença de 10 dias para o calendário gregoriano usado na Espanha. Assim Shakespeare faleceu efetivamente 10 dias depois de Cervantes.

   No Brasil, o dia 29 de outubro também foi escolhido para se homenagear o livro, denominado "Dia Nacional do Livro", data de fundação da Biblioteca Nacional, com origem na transferência da Real Biblioteca portuguesa para o Brasil.

Boas leituras

Equipe AHPAMV 

9 de abr de 2019

09 de Abril – Dia Nacional da Biblioteca



Foto do Real Gabinete Português de Leitura, no Rio de Janeiro

Um Decreto brasileiro datado de 09 de abril de 1980 instituiu no país a Semana Nacional do Livro e da  Biblioteca, bem como o Dia do Bibliotecário. Por este motivo, o dia 09 de abril é conhecido como o Dia Nacional da  Biblioteca. 

   Em caráter de curiosidade, a Semana Nacional do Livro e  da Biblioteca é comemorada de 23 a 29 de outubro, e o  Dia do Bibliotecário foi determinado para o dia 12 de março: data de nascimento do publicitário, escritor e  poeta cearense Manuel Bastos Tigre, que exerceu a função de bibliotecário por 40 anos, sendo considerado o primeiro bibliotecário por concurso do Brasil. 

   A comemoração desta data é essencial para  relembrarmos a importância da leitura. Conforme define Carlos Drummond de Andrade em frase  célebre sobre a leitura. "A leitura é uma fonte inesgotável de prazer, mas por incrível que pareça, a  quase totalidade, não sente esta sede".

   Os livros são importantes tanto para a formação cultural  como a formação de uma pessoa como cidadã.

   Em uma de suas palestras, Bill Gates declarou: "Meus  filhos terão computadores, sim, mas antes terão livros. Sem livros, sem leitura, os nossos filhos serão incapazes  de escrever – inclusive a sua própria história". Por que não seguir este exemplo?

   Em 01 de julho é celebrado o Dia Mundial da Biblioteca; data que também visa à conscientização sobre a importância da leitura.

   O Arquivo Histórico de Porto Alegre Moysés Vellinho – AHPAMV possui uma biblioteca de apoio, especializada na história de nossa capital gaúcha, denominada “Walter Spalding”, um dos diretores da instituição nos anos 1930 e renomada figura pública. A biblioteca preserva sua coleção pessoal de livros, muitos autorais, sobre a história gaúcha e brasileira.

Boas leituras

Equipe AHPAMV 

26 de mar de 2019

Aniversário de Porto Alegre: 247 Anos


Prezados leitores,



   No dia 26 de março de 1772 era fundada a cidade de Porto Alegre, capital do Rio Grande do Sul, por 60 casais de portugueses açorianos que tinham sido mandados pelo rei de Portugal para povoar a região sul do Brasil. Nesta data o “Porto dos casais” foi elevado à condição de Freguesia passando a chamar-se “Freguesia de São Francisco do Porto dos Casais” através de uma Portaria Eclesiástica. Esse primeiro nome foi alterado em 18 de janeiro de 1773 para “Freguesia de Nossa Senhora da Madre de Deus de Porto Alegre”. Em 25 de julho de 1773, o governador da capitânia do Rio Grande de São Pedro, cel. José Marcelino de Figueiredo, transfere a capital do “Continente”, sediada em Viamão desde 1763, para a Freguesia de Nossa Senhora da Madre de Deus de Porto Alegre. A primeira sessão da Câmara Municipal na nova capital ocorreu no dia 06 de setembro de 1773. Pelo alvará de D. João, Príncipe Regente, em 23 de agosto de 1808, Porto Alegre é elevada à categoria de Vila. E em 14 de novembro de 1822 por Carta de Lei assinada pelo Imperador D. Pedro I, a Vila de Nossa Senhora da Madre de Deus de Porto Alegre é elevada à categoria de cidade.




Laçador poderá ser visto bem de perto na Semana de Porto Alegre



   Este ano a Coordenação de Memória Cultural (CMC) da Secretaria Municipal de Cultura (SMC) esta promovendo o evento “Semana de POA - VISITE O LAÇADOR”.


   Durante a Semana de Porto Alegre, a população terá a oportunidade de ver bem de perto um dos principais monumentos do Rio Grande do Sul: o Laçador, símbolo oficial da Capital a obra mais importante do escultor Antônio Caringi. A estátua terá um andaime em seu entorno, onde o público poderá subir para observá-la. A partir das 10h desta quinta-feira, 28, até o dia 31, o público poderá subir na estrutura para observar a estátua. Às 15h desta quinta, haverá a solenidade oficial de abertura, com autoridades. Nos demais dias, o horário será das 10h às 17h.

   Uma equipe da Secretaria Municipal da Cultura estará no local para falar sobre a história do monumento e o processo de restauração do Laçador, que começará em breve pelo Sindicato das Indústrias da Construção Civil no Estado do Rio Grande do Sul (Sinduscon).. Em 2016 o monumento recebeu um diagnóstico sobre a sua necessidade de restauro em workshop, em que participaram diversos funcionários da Prefeitura Municipal de Porto Alegre, ministrado pelo francês Antoine Amarger e Dra. Virgínia Costa (UFRGS).



História - O Laçador foi modelado por Antônio Caringi em 1954, tendo como modelo o folclorista Paixão Côrtes (falecido em 27 de agosto de 2018), e venceu um concurso para escolha do Símbolo do Gaúcho. Naquele mesmo ano, a escultura em gesso também foi apresentada na cidade de São Paulo, em exposição internacional.

   Somente em 20 de setembro de 1958, já fundido em bronze, o Laçador foi inaugurado no extinto Largo do Bombeiro, no início da avenida Farrapos, à entrada de Porto Alegre. Em 1992, por lei municipal, a estátua foi declarada Símbolo Oficial de Porto Alegre. Em 2007, foi transferida para onde está atualmente, próximo ao Aeroporto Salgado Filho, e instalada em uma estrutura elevada. O local é conhecido como "Sítio do Laçador".

Confira aqui a programação completa da Semana de Porto Alegre:


Equipe AHPAMV



1 de mar de 2019

1º Simpósio de História da ULBRA (2019)


21 de dez de 2018

Feliz 2019


10 de dez de 2018

70 anos da Declaração dos Direitos Humanos

      A Declaração Universal dos Direitos Humanos (DUDH), que delineia os direitos humanos básicos, foi adotada pela Organização das Nações Unidas em 10 de dezembro de 1948.
    Segundo o Guinness Book of World Records, a Declaração Universal dos Direitos Humanos é o documento traduzido no maior número de línguas. Em setembro de 2018, o site oficial da Declaração Universal dos Direitos Humanos informou a existência de 508 traduções disponíveis.
     Serviu como base para os dois tratados sobre direitos humanos da ONU com força legal: o Pacto Internacional dos Direitos Civis e Políticos e o Pacto Internacional sobre os Direitos Econômicos, Sociais e Culturais. 

Resumo histórico

   As ideias e valores dos direitos humanos podem ser traçadas através da história antiga e das crenças religiosas e culturais ao redor do mundo. O primeiro registro de uma declaração dos direitos humanos foi o cilindro de Ciro, escrito por Ciro, o grande, rei da Pérsia, por volta de 539 a.C. Filósofos europeus da época do Iluminismo desenvolveram teorias da lei natural que influenciaram a adoção de documentos como a Declaração de Direitos de 1689 da Inglaterra, a Declaração dos Direitos do Homem e do Cidadão de 1789 da França e a Carta de Direitos de 1791 dos Estados Unidos.
   Durante a Segunda Guerra Mundial, os aliados adotaram as Quatro Liberdades: liberdade da palavra e da livre expressão, liberdade de religião, liberdade por necessidades e liberdade de viver livre do medo. 
   A Carta das Nações Unidas reafirmou a fé nos direitos humanos, na dignidade e nos valores humanos das pessoas e convocou a todos seus estados-membros a promover respeito universal e observância dos direitos humanos e liberdades fundamentais para todos, sem distinção de raça, sexo, língua ou religião.

Pacto Internacional dos Direitos Econômicos, Sociais e Culturais (PIDESC)

    É um tratado multilateral adotado pela Assembleia Geral das Nações Unidas em 16 de dezembro de 1966 e em vigor desde 3 de janeiro de 1976. O acordo diz que seus membros devem trabalhar para a concessão de direitos econômicos, sociais e culturais (DESC) para pessoas físicas, incluindo os direitos de trabalho e o direito à saúde, além do direito à educação e à um padrão de vida adequado. O acordo é monitorado pelo Comitê da ONU sobre os Direitos Econômicos, Sociais e Culturais.
   No Brasil o Pacto Internacional dos Direitos Econômicos, Sociais e Culturais (PIDESC) é ratificado pelo DECRETO Nº 591, DE 6 DE JULHO DE 1992. 


(...)
Considerando que o Congresso Nacional aprovou o texto do referido diploma internacional por meio do Decreto Legislativo n° 226, de 12 de dezembro de 1991;
(...)
DECRETA:
    Art. 1° O Pacto Internacional sobre Direitos Econômicos, Sociais e Culturais, apenso por cópia ao presente decreto, será executado e cumprido tão inteiramente como nele se contém.
(...)

ANEXO AO DECRETO QUE PROMULGA O PACTO INTERNACIONAL SOBRE DIREITOS ECONÔMICOS, SOCIAIS E CULTURAIS/MRE
PACTO INTERNACIONAL SOBRE DIREITOS ECONÔMICOS, SOCIAIS E CULTURAIS
(...)
ARTIGO 3º
    Os Estados Partes do presente Pacto comprometem-se a assegurar a homens e mulheres igualdade no gozo de todos os direitos econômicos, sociais e culturais enumerados no presente Pacto.
(...)

ARTIGO 5º
    1. Nenhuma das disposições do presente Pacto poderá ser interpretada no sentido de reconhecer a um Estado, grupo ou indivíduo qualquer direito de dedicar-se a quaisquer atividades ou de praticar quaisquer atos que tenham por objetivo destruir os direitos ou liberdades reconhecidos no presente Pacto ou impor-lhe limitações mais amplas do que aquelas nele previstas.
(...)
ARTIGO 15
    1. Os Estados Partes do presente Pacto reconhecem a cada indivíduo o direito de:
    a) Participar da vida cultural;
    (...)
    4. Os Estados Partes do presente Pacto reconhecem os benefícios que derivam do fomento e do desenvolvimento da cooperação e das relações internacionais no domínio da ciência e da cultura.
(...)
ARTIGO 24
    Nenhuma das disposições do presente Pacto poderá ser interpretada em detrimento das disposições da Carta das Nações Unidas ou das constituições das agências especializadas *, as quais definem as responsabilidades respectivas dos diversos órgãos da Organização das Nações Unidas e agências especializadas relativamente às matérias tratadas no presente Pacto.
(...)
ARTIGO 28
    Aplicar-se-ão as disposições do presente Pacto, sem qualquer limitação ou exceção, a todas as unidades constitutivas dos Estados Federativos.
(...)

*UNESCO: Organização das Nações Unidas para a Educação, a Ciência e a Cultura

Áreas de atuação da UNESCO
(...)
CULTURA. Fundamento da identidade, da energia e das ideias criativas dos povos, a cultura, em toda sua diversidade, é fator de desenvolvimento e coexistência em todo o mundo. Nesse sentido, a UNESCO elabora e promove a aplicação de instrumentos normativos no âmbito cultural, além de desenvolver atividades para a salvaguarda do patrimônio cultural, a proteção e o estímulo à diversidade cultural, bem como o fomento ao pluralismo e ao diálogo entre as culturas e civilizações.
(...)

COMUNICAÇÃO E INFORMAÇÃO. O setor de Comunicação e Informação é orientado por três objetivos principais: promover a liberdade de expressão e de imprensa, bem como o direito a informação; estimular o desenvolvimento de meios de comunicação livres, plurais e independentes, fortalecendo, assim, a diversidade, a proteção dos direitos humanos e a boa governança; e sedimentar os pilares da sociedade do conhecimento, sobretudo pelo acesso universal a informação, com foco nas tecnologias de informação e comunicação (TICs).

No Brasil, as ações da UNESCO nesta área priorizam projetos, programas e debates centrados nas relações entre as TICs e a educação, fundamentalmente nas áreas de avaliação de resultados e formação de professores; na garantia do acesso universal às informações públicas, por meio do fortalecimento da governança eletrônica, da política de arquivos e bibliotecas e da gestão da informação; no alcance de um ecossistema midiático plural, com profissionais capacitados e fortalecidos e com meios (antigos e novos) capazes de solidificar a democracia brasileira.
(...)

Instrumentos internacionais da UNESCO em cultura



Eleanor Roosevelt exibe cartaz contendo a Declaração Universal dos Direitos Humanos (1949).



Equipe AHPAMV
 

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