14 de set de 2011

Breve Histórico do Programa de Educação Patrimonial



As ações educativas no Arquivo Histórico de Porto Alegre Moysés Vellinho iniciaram em 1990 com as visitas guiadas que pretendiam descortinar esse mundo do Arquivo à comunidade. Iniciaram tímidas, atendendo principalmente grupos de estudantes universitários de cursos de graduação com alguma relação com o patrimônio documental.




Quando da mudança do Arquivo Histórico, em 1994, para a atual sede na Avenida Bento Gonçalves, um novo processo lentamente começa a se construir.



O casarão tombado agrega um novo valor à Instituição que agora conta, também, com o patrimônio arquitetônico além de uma área externa ampla que permite uma aproximação de outros públicos, neste caso, as crianças. Visitas guiadas pensadas especialmente para esse público acontecem, já estabelecendo uma interface importante com estes dois patrimônios: o edificado e o documental. Este exercício de acolhimento ao novo público faz surgir um desejo de atendê-lo ainda melhor.



Visando a estimular o contato e o vínculo com a Instituição, através da incorporação de elementos do mundo infantil, cria-se em 1997, o primeiro projeto: Papel Antigo e Papel Velho que, nesta primeira versão, adapta o texto: Uma graça de traça do escritor Carlos Urbim, trazendo a personagem traça para o Arquivo, além de uma oficina de feitura de papel artesanal em parceria com a Usina do Papel. O projeto atende crianças do Ensino Fundamental de 1ª a 4ª série.O sucesso da experiência permite a ampliação do atendimento com a criação, em 2000, do projeto Vivo Toque, agora para incluir os estudantes de 5ª a 7ª série


É neste ano também que o projeto Papel Antigo e Papel Velho é modificado, criando-se novas personagens: a Trapeira do moinho de papel e a Broca conscientizada.






Estes dois projetos e as visitas guiadas, cada vez mais qualificadas para o atendimento dos diversos segmentos que se aproximam da instituição, concretizam a intenção do Arquivo Histórico de criar um vínculo com a comunidade porto-alegrense, permitindo a apropriação dos referenciais e memórias sociais contidos nos documentos que formam o acervo da Instituição. Este vínculo se fortaleceu, pois todo o conjunto de bens patrimoniais recolhido nos chalés do século XIX, é de enorme valor afetivo para a comunidade do Partenon; em especial, os casarões, por terem abrigado várias escolas.

Até o primeiro semestre de 2004, essas atividades representam a Educação Patrimonial no Arquivo Histórico. No segundo semestre desse mesmo ano, um novo projeto surge: o Sensibilização para a Vida no Âmbito Humano, Cultural e Ambiental - trazendo o emergente paradigma ecológico. O projeto olha para a Instituição como um complexo de bens patrimoniais e, neste sentido, agrega o bem natural como um patrimônio a ser objeto de ações educativas, estabelecendo uma interface do meio ambiente: produto da sabedoria de Gaia com as artes,humanidades e ciências: sabedoria humana que deixa sua marca cultural no planeta.













São quatro vivências lúdicas que vão se somar a outra oficina: Brincando de Editar, criada para focar o bem cultural livro que também faz parte da Instituição, que conta com duas bibliotecas: uma especializada na história de Porto Alegre, e outra, o acervo pessoal do historiador Valter Spalding.



Esta série de atividades faz surgir,em 2005, o Programa de Educação Patrimonial do Arquivo Histórico de Porto Alegre Moysés Vellinho. São ações organicamente articuladas que estabelecem relação transversal com todos os bens patrimoniais: natural e cultural, de natureza material e imaterial, sob a guarda da Instituição, que se completaram com o Projeto Descobrindo a Arquivologia, em 2007 e o Detetive na Casa dos Malheiros, criado em 2010.

Nesta trajetória, já foram atendidas mais de 25 mil pessoas. Algumas estiveram neste espaço quando crianças e, hoje educadores, trazem seus alunos, refazendo sua trajetória de reconhecimento desta Instituição.

A possibilidade de reconhecimento deste espaço de memória, através dos projetos,alimenta nossa esperança de que (como define Heloisa Belloto) este seja o habitat natural da relação Estado- cidadão cada vez mais utilizado pela comunidade porto-alegrense.

1 comentários:

Viviane disse...

Parabéns! O trabalho de vocês é maravilhoso. Muitas vezes tive oportunidade de ver as crianças interagindo quando eu estava pesquisando.

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