11 de abr. de 2012

NEGRO EM PRETO E BRANCO

     
  


  Em publicação financiada pelo FUMPROARTE,a organizadora  Irene Santos criou  uma forma diferente de  narrar a história dos afro-brasileiros,suas lutas, a exclusão,os preconceitos,a dignidade e a beleza: a história fotográfica da população negra em Porto-Alegre. Reuniu  uma equipe de poetas, fotógrafos, historiadores,jornalistas e outros profissionais das mais diversas áreas  para compor esta obra poética nos  seus elementos: texto e imagem. Em preto e branco, a publicação se intitula: Negro em preto e branco –História fotográfica da População Negra de  Porto Alegre.
      Mesclando palavra e imagens (sempre em preto e branco),o livro vai contando as histórias  de negros que superaram a discriminação racial pela luta  em várias áreas:esporte, música, estudo acadêmico, carnaval. Histórias que afirmaram a identidade e que têm como pano de fundo  um pedaço da História do Brasil  na palavra do Prof Guarani Santos.
        

      São personagens que também contam um pouco a História de Porto Alegre, do Parque da Redenção e de alguns bairros da Cidade.
      Esta  obra, que reúne elementos históricos e artísticos, é uma importante fonte de pesquisa, disponível na estante sobre a cultura negra no acervo bibliográfico do Arquivo Histórico de Porto Alegre. Fonte esta que também é produto de pesquisa, realizada em várias instituições, inclusive no AHPAMV.

4 de abr. de 2012

Mais duas obras de Sergio da Costa Franco


                          
     Historiador, advogado e jornalista, mas sobretudo incansável pesquisador da história de Porto Alegre,Sergio da Costa Franco oferece aos leitores mais dois livros: Porto Alegre sitiada, em  2. edição (da Editora da Cidade da Secretaria Municipal da  Cultura), e Porto Alegre ano a ano,que  já estão na estante do acervo bibliográfico do AHPAMV.
     O primeiro livro trata do período de 1836 a 1840, tempo em que a  Cidade ficou sitiada pelos rebeldes farroupilhas. O autor  narra o cerco, os períodos de interrupção do sítio, e revela que  esses fatos não  mereceram maior atenção dos historiadores, que mitificaram os rebeldes, sem  uma análise mais profunda e abrangente dessa parte da história rio-grandense.
        
 
    
      O livro, recentemente lançado, Porto Alegre ano a ano - uma cronologia histórica 1732/1950, narra ano a ano, como nos diz o título,os fatos mais relevantes historicamente,pesquisados em fontes documentais, mas também nos acervos de jornais. Nestes mais de duzentos anos relatados no livro, o autor  viaja  pelos mais diversos assuntos que compõem a vida da Cidade. Inicia em 1732, com o relato da vinda dos primeiros estancieiros nos Campos de Viamão e termina em 1950 com vários relatos:incêndio na Repartição Central da Polícia,eleições para Presidente da República,fundação da Ospa, greve no serviço de bondes,etc. Em 1949,há relato de crise no abastecimento de água e energia elétrica e uma visita importante: o escritor Albert Camus em Porto Alegre.
           
       Estas duas obras têm dupla importância para o Arquivo Histórico de Porto Alegre:
1-a relevância para a pesquisa sobre a Cidade; 2- o uso de fontes do Arquivo,(além de  outras instituições),como base documental.
  

2 de abr. de 2012

ATENÇÃO! FORMAÇÃO DE PROFESSORES DIA 26

                                 
                              

     Conforme calendário anteriormente divulgado,lembramos que estão abertas as inscrições para  a Formação de Professores, dia 26 de abril.

   Inscrições pelo e-mail  rosanef@smc.prefpoa.com.br
 ou pelo telefone 32898284





27 de mar. de 2012

Riopardense de Macedo e o aniversário de Porto Alegre



    
             Na  semana  de Porto Alegre,  é interessante  lembrar a polêmica que antecedeu  a Lei  3609/71,que  define a data  de 26 de março  de 1772 como  marco de fundação da Cidade.
     No livro editado pela Secretaria Municipal da  Cultura,O  aniversário de Porto Alegre,o historiador e arquiteto Riopardense de  Macedo  narra a evolução deste debate,os posicionamentos das instituições e dos historiadores e o resultado traduzido na lei acima mencionada.
    Existem várias versões para  a fundação da 

 
Cidade, inclusive a de  que Porto Alegre teria sido destruída por um vulcão em 1654 e depois reconstruída em 1740.No início, o centro do debate  era  ocupado por duas datas:  05 de novembro  de 1740,dia da assinatura da concessão provisória das sesmarias de Jerônimo de Ornelas, e 24 de julho de 1773,dia da transferência da Câmara de Vereadores, de Viamão para Porto Alegre.
      Uma   outra data  foi   defendida  pelo IHGRS: 26 de março de 1772. Sobre esta data,o item 7 da  “Síntese Cronológica da Evolução da Capital,de 1725 a 1925”, de autoria de Amyr Borges Fortes,diz o seguinte:

Com data de 26 de março de 1772 um Edital Eclesiástico elevou a  capela  de  Francisco dos Casais,à categoria  de Freguesia,desmembrando-se da freguesia de Viamão .Por essa razã o,dada  a individualização então adquirida pela povoação,admite-se essa data como a Fundação de Porto Alegre.

         Em novembro de 1740, o que aconteceu foi  a expedição de um título de propriedade a  Jerônimo de Ornelas, o que não condiciona  o início de uma povoação. Então, o sesmeiro não foi nem povoador nem colonizador. Já a transferência da  Câmara de Viamão para Porto Alegre,tornando-a sede do governo,encontra uma comunidade constituída pela Freguesia,que batizava,registrava os nascimentos e óbitos,celebrava  casamentos, dando unidade espiritual e civil ao povoado.
            Esta rica polêmica começa com o pedido do prefeito José Loureiro da Silva de um parecer  ao IHGRGS sobre a data de fundação da Cidade. A data de 26 de março está  definida e é comemorada sem contestações,mas alimentou um debate entre historiadores  durante muitos anos. Riopardense de Macedo, defensor desta  data,nos deixou  no livro O aniversário de Porto Alegre um registro fiel e documentado sobre o tema. Esta obra pertence ao  acervo bibliográfico do Arquivo Histórico de Porto Alegre Moysés Vellinho e  está disponível para pesquisa.





21 de mar. de 2012


14 de mar. de 2012

Formação de Professores no Arquivo Histórico


   No dia 23 de fevereiro, iniciamos as formações para os professores da rede municipal de ensino. Estiveram no Arquivo Histórico 40 educadores da Escola Municipal Aramy Silva que passam a ser mediadores da relação Arquivo/aluno.

 A Instituição, na medida em que disponibiliza a visita ao complexo de bens patrimoniais do Arquivo Histórico de Porto Alegre Moysés Vellinho e permite reconhecimento do Programa de Educação Patrimonial, espera apoiar o protagonismo dos nossos professores colaborando com a prática cotidiana em sala de aula.

O depoimento dos professores corrobora a concretização deste objetivo.



“Esta experiência nos ajuda a fundamentar a relação tempo: passado X presente X futuro, permitindo que nossos alunos vivenciem a concretização do conceito tempo.”
Profª. Roselia S. Sibemberg

“A experiência no Arquivo contribui quando fornece recursos concretos vinculando com a teoria, trazendo conhecimentos significativos para as crianças, facilitando a aprendizagem.”
Profª. RosaneV. Machado

“Conhecer esse espaço que faz parte da nossa história, amplia os conhecimentos em relação aos documentos, ao modo como conservamos a memória da nossa cidade, nossa memória”.
Profª. Ana Carolina Christofari

Estes encontros também nos incitam novas iniciativas.  A Profª. Gina Paula Prety  da Silveira Seehes sugeriu:

“... que os professores possam levar algumas “tarefas” para expandir o conhecimento e o lúdico além da visita”.

Assim anunciamos que, a partir deste ano, os professores podem contar com atividades pós-visita a serem realizadas na escola. Se você quiser conhecer o material, entre em contato pelo telefone 3289.8284.

7 de mar. de 2012

Acervo de Francisco Xavier da Costa: fotografia de família



 Foi doada por Marlene Rute Schacherslener Folchini,em 16/01/2012,a esta Instituição, uma fotografia da família do Conselheiro Francisco Xavier da Costa. Esta iniciativa é extremamente importante para constituição dos acervos privados nos arquivos históricos.
     Abaixo descrevemos o documento que fará parte do Catálogo do Fundo Privado Francisco Xavier da Costa divulgado no Blog desta Instituição em novembro de 2011.


1.1 Código de referência: BR RSAHPAMV FP1.1/24
1.2 Título: Fotografia de autoria de Pedro A. Campami retratando a família de Francisco Xavier da Costa.
1.3 Data(s): 15/04/1909 (data da produção)
1.4 Nível de descrição: Item (5)
1.5 Dimensão e suporte: 23,5cm x 19,5cm, 1doc; Iconográfico (fotografia)


4.3 Idioma: Português
4.4 Características físicas e requisitos técnicos: Fotografia sobre cartão.


6.1 Nota sobre conservação: Papel ácido com manchas.
6.2 Notas gerais: A fotografia contém dedicatória a Suzana Schacherslener, mãe da esposa de Xavier da Costa.


8.1 Pontos de acesso e indexação de assuntos:
Costa, Francisco Xavier da (Conselheiro Municipal); Costa, Leopoldina Schacherslener Xavier da (Esposa de Francisco Xavier da Costa) ; Costa, Emília Carlota Xavier da (Filha de Francisco Xavier da Costa) ; Costa, Amanda Xavier da (Filha de Francisco Xavier da Costa) ; Costa, Francisca Leopoldina Xavier da (Filha de Francisco Xavier da Costa) ; Costa, Carlos Silvio Xavier da (Filho de Francisco Xavier da Costa) ; Biografia ; Costumes ; Família ; Retrato.







 

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