15 de ago de 2011

Genealogia e História de Família
A importância da pesquisa no Arquivo


Oficina das Origens
oficinadasorigens@gmail.com

Do grego genea (geração) logia (estudo, ciência, estudo), a genealogia é o estudo das gerações. Para Joaquim Tambosi, genealogia é “manter os antepassados vivos na memória dos descendentes; é a busca de informações para montar a árvore genealógica (nomes, datas e lugares dos antepassados)”. Luciana Grings, por sua vez, afirma que a pesquisa genealógica é uma fronteira entre a memória e a história, sendo objetiva e documental, mas também subjetiva, afetiva e mística, mágica, volúvel, sentimental.

Maria Helena Agra e Viviane Velloso pesquisando no Arquivo.





Para nós, o significado da genealogia transcende o tempo e o espaço, transportando-nos a histórias familiares em seus “pequenos mundos”. Através do domínio sem fim de fontes de pesquisa, podemos perceber a família, enquanto unidade interior, com suas regras próprias, conflitos, como valores, elementos dinâmicos de coesão e ruptura, mas também a entendemos como instrumento essencial de interpretação de movimentos e estratégias sociais, atuante e voltada para o exterior.Por isso, é imprescindível a pesquisa minuciosa em diferentes acervos. Através do trabalho incansável da coleta de dados nos mais variados documentos, é possível descobrir sobre a vida de cada indivíduo, desde seus elementos mais básicos da vida (nascimento, casamento e falecimento) até suas relações sociais, econômicas, culturais etc.

A parceria entre a genealogia e a História é inevitável, na qual o pesquisador deve ser persistente, pois o processo investigativo resgata fragmentos que vão demonstrando a complexidade de um estudo que envolve pessoas que, como nós, passaram os dias de suas vidas instalando-se, adaptando-se, sobrevivendo. Do mesmo modo, à medida que vamos coletando informações sobre cada indivíduo deparamo-nos com grande quantidade de detalhes possíveis de serem capturados na documentação disponível em arquivos e em nossos acervos familiares.


Exemplo vivo desse contexto é a documentação existente no Arquivo Moysés Vellinho. Foi inteiramente surpreendente, ao investigar a família de Serafim dos Anjos França, antepassado de uma de nossas colaboradoras, descobrir que ele havia doado as pedras usadas no feitio dos paredões da Alfândega. Na Correspondência Expedida pela Câmara, encontramos um ofício dos vereadores, agradecendo a doação:













Fonte: AHMV. Correspondência Expedida, 1.3.2.1/4, fls. 272v

Apesar de dispersos, o olhar do pesquisador – unido às tradições familiares – desvendam histórias e mergulham no passado que se revela através dos fragmentos de vidas. E esses fragmentos são relíquias que possibilitam tornar verdadeiras as vidas de pessoas que nos precederam. É por isso que devemos manter o passado sempre dentro de nós, existência inerente (às vezes oculta), mas sempre presente...

1 comentários:

Arcano V disse...

Parabéns pela administração do blog! As postagens estão cada vez mais interessantes, o que reforça o entendimento acerca da nossa cultura, bem como, valorização dos patrimônios que temos em nossa cidade.

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