20 de jan de 2011

Afinal,quem é o pesquisador do Arquivo Histórico de Porto Alegre?




Esta é uma pergunta constante da equipe do Arquivo Histórico de Porto Alegre: quem é e o que procura o pesquisador? É provável que a recíproca também seja verdadeira. Afinal, qual é a função do Arquivo Histórico? Refletindo sobre a Instituição, constatamos que a guarda e a conservação dos documentos não são fins em si mesmos; só fazem sentido se houver livre acesso ao acervo, um direito legal e legítimo do cidadão. No entanto, para construir a universalização do atendimento, é imprescindível conhecer a comunidade.

O Programa de Educação Patrimonial, de existência consolidada, promove a formação de público, desde a infância, através de atividades lúdicas, até os adultos, nas visitas guiadas. Este Programa abre portas e constrói pontes entre o Arquivo e instituições educacionais, com efeito multiplicador na comunidade.

Ao fundo, as novidades: estantes deslizantes e ar condicionado

Por outro lado, temos o público específico da pesquisa. Grande parte é de estudantes universitários, da graduação, do mestrado e do doutorado. Muitos conhecem o Arquivo por indicação dos professores e buscam documentos para suas pesquisas acadêmicas. É importante que isso ocorra, mas um arquivo histórico não deve se restringir a essas demandas. A história de Porto Alegre, contada pelos documentos, é patrimônio de todos. O conhecimento do passado lança luzes sobre os fatos presentes, dando-lhes sentido através das narrativas individuais e coletivas.

Talvez movidos pela necessidade de conhecer esse passado, as origens familiares e sociais, aproximam-se atualmente do Arquivo, para conhecê-lo fisicamente e pesquisar a memória da Cidade, pessoas sem ligação com universidades ou escolas. São famílias à procura de seus ascendentes, profissionais de diversas áreas buscando informações sobre temas diversos. Se lermos com atenção as fichas de cadastro de 2010, encontraremos, de forma difusa, médicos, artistas de diversas áreas, donas de casa, técnicos de nível médio, comerciários, administradores e profissionais de outras áreas, formando um grupo heterogêneo que já tem peso social como pesquisador independente. Este segmento tende a se ampliar, como resultado do Programa de Educação Patrimonial, da curiosidade natural dos moradores da região, da divulgação informal e de outras influências.

Conhecer esse pesquisador é conhecer a comunidade porto-alegrense que busca suas referências neste espaço de memória voltado à identidade local.

1 comentários:

Cabreira disse...

Lendo as publicações do blog, me deparei com um termo de pouco uso, mas onde acredito me enquadrar "o pesquisador independente", pois como tal, tenho um grande interesse em conhecer a história da nossa cidade e acredito que só conhecendo nossa história é que podemos divulgá-la e cobrar dos órgãos competentes a manutenção deste acervo. Aproveito para fazer uma crítica as entidades que "guardam" nossa história, o acervo fotográfico deveria ser disponibilizado ao pesquizador gratuitamente, não deveriam ser cobradas as suas cópias as "digitalizadas", pois é conhecendo que se preserva, penso eu que esta é a melhor forma de conhecer nosso passado, pela imagem, pois é ela que causará o impacto de gerações de épocas.
A Procergs órgão do estado, poderia fazer este trabalho de digitalização, pois já é conhecedora desta atividade, e tem estrutura para isto, que tal um contato para uma parceria.

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