23 de abr. de 2020

    19 de abril: Dia do Índio

   Neste dia do Índio (domingo, 19 de abril), para valorizar a herança indígena na construção de Porto Alegre, divulgamos aqui o trabalho de pesquisa do estagiário Guilherme Maffei Brandalise. Este trabalho resultou em um mapa virtual de sítios arqueológicos e evidências históricas da presença indígena (Charrua, Kaingang e Guarani) na cidade de Porto Alegre e região metropolitana. A pesquisa começou em 2018, sob orientação da historiadora Marli Rejani, e continuou durante 2019 e início de 2020, sob a orientação da diretora do Arquivo Histórico de Porto Alegre Moysés Vellinho Vera dos Santos. O acervo pesquisado é o dessa instituição, além de artigos complementares. O mapa é uma versão reduzida da pesquisa, contendo referências arqueológicas e históricas, mas omitindo locais de presença indígena contemporânea, como o Brique da Redenção e a Lomba do Pinheiro entre outros. Cada camada do mapa representa uma fonte histórica pesquisada:

*Sítios Arqueológicos de presença indígena
*Relato de Dr. Sebastião Leão, 1900
*Indicações de Sítios Arqueológicos no Texto de Gaulier
*Sítios localizados por Brochado (UFRGS)
*Sítios localizados por Guilherme Naue (PUCRS)
*Sítio localizado por Sérgio Leite (Museu antropológico do RS)
*Locais Indígenas na POA Imperial
*Sítio Arqueológico encontrado nas obras da Av. Edvaldo Pereira Paiva

   O objetivo desta pesquisa é Ressaltar a presença pré-histórica e histórica dos povos indígenas - a saber, Guaranis, Kaingangs e Charruas - como ancestral em todos os espaços que hoje por eles são reinvindicados como tradicionais. Também desmistificar os acervos históricos quanto a questão de não haverem fontes sobre os povos indígenas: de fato elas existem, apesar de serem poucas e necessitarem bastante contextualização, pois contam pouco do que queremos saber.

 “Na bibliografia não-arqueológica sobre Porto Alegre há raras menções sobre história indígena e sobre os sítios de ocupação indígena, não porque eles inexistam, mas porque até o presente não houve interesse por parte dos pesquisadores em geral. A pesquisa nos arquivos e na bibliografia em busca de informações para nosso projeto também revelou que o município quase não foi contemplado por projetos arqueológicos empreendidos no Estado. No histórico das pesquisas constata-se que a região metropolitana ficou à margem dos interesses, principalmente devido ao consenso de que os sítios já haviam sido destruídos.”

(Em: NOELLI et. al. O Mapa arqueológico parcial e a revisão historiográfica a respeito das ocupações indígenas pré-históricas no município de Porto Alegre, Rio Grande do Sul. Trabalho apresentado no Encontro de História e Geografia do Instituto Histórico e Geográfico do Rio Grande do Sul, em 1994.)

   Desde a escrita do texto citado anteriormente, o interesse pela história indígena de POA cresceu, assim como a presença dos povos indígenas na cidade.

   Este trabalho visa propor um novo olhar sobre as fontes que já são conhecidas há tempos, como os cronistas da Porto Alegre do século XVIII e XIX.

   Com a leitura de bibliografia complementar, podemos situar os indígenas em um contexto mais amplo, refletindo também sobre a própria temporalidade indígena, distinta da linearidade e do conceito de “evolução”, tão caros ao nosso entendimento de história.

https://drive.google.com/open?id=1ml5BHGMHfH8S9-ZyMb6wGMXXb6zR8hPQ&usp=sharing

Atenciosamente,

Equipe AHPAMV

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