30 de abr de 2015

ENTRE A FONTE E O PESQUISADOR- A DESCRIÇÃO ARQUIVÍSTICA


                     

A necessidade de se descrever os acervos vem de longa data. À medida que os arquivos foram crescendo e se complexificando, tornava-se mais difícil para seus funcionários conhecer a totalidade dos documentos que custodiavam e, portanto, fazia-se necessário elaborar ferramentas que dessem conta de representar esses acervos. Inicialmente faziam-se listagens e inventários, que serviam de guia para os próprios funcionários. Com o passar do tempo, esses instrumentos foram se aprimorando e passaram a servir aos pesquisadores.

Atualmente há um esforço crescente por parte das instituições arquivísticas para dar a conhecer seus acervos através de instrumentos elaborados no sentido de facilitar ao pesquisador o acesso e a seleção de fontes. Os principais instrumentos são o guia, “que oferece informações gerais sobre fundos e coleções existentes em um ou mais arquivos” (DBTA, 2005, p. 102); o inventário, que descreve, “sumária ou analiticamente, as unidades de arquivamento de um fundo ou parte dele” (DBTA, 2005, p. 109); o catálogo, que descreve “uma série ou mais séries, ou ainda um conjunto de documentos, respeitada ou não a ordem da classificação” (BELLOTTO, 2004, p. 202), o índice, que seria a “relação sistemática de nomes de pessoas, lugares, assuntos ou datas contidos em documentos ou em instrumentos de pesquisa, acompanhados das referências para sua localização” (DBTA, 2005, p. 107) e a edição de fontes em que documentos integrais são publicados.  

Além desses instrumentos padronizados também podem existir outros para atender as necessidades de cada arquivo. Para tornar a descrição mais padronizada e favorecer o intercâmbio de informações, têm sido elaboradas as normas de descrição arquivística. Algumas são internacionais como a ISAD(G) - International Standard Archival Description, que estabelece diretrizes gerais para descrição; ISAAR(CPF) - Standard Archival Authority Record for Corporate Bodies, Persons and Families, que forneçam descrições de entidades (entidades coletivas, pessoas e famílias) relacionadas à produção e manutenção de arquivos; IDSF - Standard for Describing Functions, descrição de “funções de entidades coletivas associadas à produção e manutenção de arquivos”; ISDIAH - Standard for Describing Institutions with Archival Holdings, indica regras gerais para descrição de instituição com acervos arquivísticos; ou nacionais, como a NOBRADE – Norma Brasileira de Descrição Arquivística.

No AHPAMV encontramos instrumentos de pesquisa elaborados em diferentes épocas, de acordo com os modelos vigentes. Atualmente alguns deles encontram-se à disposição para consulta no próprio arquivo, outros podem ser consultados on-line e ainda temos algumas publicações para distribuição a pesquisadores e interessados





Instrumentos de pesquisa on-line:





Catálogo do Fundo Privado Francisco Xavier da Costa 



Jornais ,Revistas  e Almanaques do AHPAMV 




Instrumentos de pesquisa disponíveis para distribuição:

Correspondência Passiva da Câmara de Vereadores de Porto Alegre. Vol. 2 1847-1866.
Correspondência Passiva da Câmara de Vereadores de Porto Alegre. Vol. 3 1967-1886.
Anais do Arquivo Histórico do Município de Porto Alegre . Volumes III, V, VI.
Catálogo das Atas da Câmara de Vereadores de Porto Alegre. Vol. VII (1825-1835)
Catálogos das Atas da Câmara de Vereadores de Porto Alegre. Vol. XII (1876-1885), vol. XIII (1886-1900), vol XIV (1901-1920) e vol XV (1921-1929).
Livro de registro das posturas municipaes de 1829 até 1888.


Referências:
BELLOTO, Heloisa Liberalli. Arquivos permanentes. Tratamento Documental. Rio de Janeiro: Editora FGV, 2004.

Dicionário brasileiro de terminologia arquivística. Rio de Janeiro: Arquivo Nacional, 2005. 232p.; Publicações Técnicas; nº 51.








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