21 de out de 2014

ACERVO BIBLIOGRÁFICO DO AHPAMV: LIVROS DOADOS PELA EDIPUCRS (2)












            

1) O neonazismo no Rio Grande do Sul



   É recorrente a   identificação  da ideologia nazista/neonazista com os imigrantes alemães no RGS, representada na mídia e nas publicações sobre o tema. Na contramão dessa tendência, o historiador René E, Gertz  desconstrói a relação entre  etnia e nazismo,provando estatisticamente que o neonazismo,sem dúvida uma realidade,não está, necessariamente, relacionado com os imigrantes alemães, nem sequer com os seus sobrenomes, mas sim com  algumas cidades  como  Porto Alegre(e região metropolitana) e Caxias do Sul, onde existe o neonazismo,cujos líderes, na sua maior parte, não têm sobrenome  alemão. O autor pretende alertar os leitores  sobre o perigo  de perseguições étnicas que podem resultar em violência.


GERTZ.René E. O neonazismo no rio Grande do Sul. Porto Alegre 
      EDIPUCRS:AGE,2012.


       
 2)Porto Alegre e seus eternos intendentes


A historiadora Margaret Bakos  examinou várias hipóteses para explicar a continuidade administrativa do governo municipal em Porto Alegre de 1897 a 1937. Nesses 40 anos, houve apenas três  governantes(intendentes e prefeitos): José Montaury, Otávio Rocha e Alberto Bins. Vários fatores  podem ter causado esse fenômeno. Segundo  a autora, o PRR (Partido Republicano do Rio Grande do Sul), baseado na doutrina positivista, usou, como estratégia para permanecer no poder, o continuísmo  do governo municipal de 1897 a 1937. Os três governantes desse período administravam a Cidade  para o progresso, através da ordem, usando de mecanismos repressivos para  minimizar conflitos. Enquanto isso, os serviços públicos eram precários,e o município se endividava. Uma obra  de grande relevância para o estudo dos governos municipais de Porto Alegre (principalmente os intendentes) e suas conexões com a política hegemônica.


BAKOS,Margaret Marchiori. Porto Alegre e seus eternos intendentes. 2. ed. Porto    
      Alegre:EDIPUCRS,2013.


3) Theodomiro Tostes-Porto Alegre, modernismo, poesia,memória


Com organização de Tânia Carvalhal, esta publicação é uma  coletânea de textos de jornal que abrange o período de  1970a 1980 e versa sobre diversos temas e   escritores.  Na  apresentação, Luís Augusto Fischer  define Theodomiro como modernista,não reconhecido como tal,devido à hegemonia do eixo Rio-São Paulo na área cultural, com raízes no poder econômico. Na diversidade de textos , encontramos crônicas sobre vários escritores como Eça de Queirós,Walt Whitmann, Joyce, Paul Valéry e outros.  Este livro é uma excelente contribuição   cultural,erudita e acessível ao mesmo tempo.


CARVALHAL.Tania Franco.Organizadora.Theodomiro Tostes-Porto Alegre:
           EDIPUCRS,2009 


4)Túmulos celebrativos de Porto Alegre-Múltiplos olhares sobre o Espaço Cemiterial
 1889-1930

    Obra que aborda o tema no  início do  período  republicano no Brasil. Considera o cemitério não só como lugar dos mortos, mas como símbolo da realidade política, (através da  influência do positivismo),das religiões,da arte, das etnias e  das classes sociais. Os túmulos (mausoléus) eram, na época, os maiores sinais de ostentação burguesa,com luxo superior aos túmulos da aristocracia. “A  morte igualitária só existe no discurso, pois, na realidade, a morte acentua as diferenças sociais.”(pg. 87).Mas também eram símbolos de fé  e expressões culturais, regionais e étnicas.Com o declínio da influência positivista, começou a decadência da arte cemiterial em Porto Alegre,a partir de 1940. O autor nos oferece uma   visão   bastante abrangente dos cemitérios no período estudado,contemplando os vários significados dos túmulos e da estatuária  fúnebre.


ARAÚJO, Thiago Nicolau de. Túmulos celebrativos de Porto Alegre-Múltiplos
       Olhares sobre o espaço cemiterial (1889-1930).Porto Alegre:EDIPUCRS,
        2008.





 5Um olhar regional sobre o ESTADO NOVO


  Durante o Estado Novo, houve três interventores que governaram o Rio Grande do Sul :General Manoel de  Cerqueira Daltro Filho( out de 1937-jan 1938),Osvaldo Cordeiro de Farias(mar 1938-set 1943) e Ernesto Dorneles(set 1943-out 19450)A intervenção federal no  RS foi legalizada através do Decreto-lei N.2044/37.A decisão foi justificada  pela  existência de atividades comunistas e lutas partidária  e  necessidade de unificação. No entanto, a homogeneização  da política pelo governo ditatorial de Getúlio Vargas é questionada pelo autor da obra (título acima), que, na sua pesquisa  constata que havia conflitos regionais,mediados pelo “estado de compromisso” entre as oligarquias(ainda existentes nesse período) e o poder central Por compreender essa realidade, Luciano Aronne de Abreu  nos oferece  esta publicação que analisa as contradições do modelo do Estado Novo. Uma contribuição relevante  para o entendimento da relação do Rio Grande do Sul com  o governo central.
 ABREU,Luciano Aronne de. Um olhar regional sobre o Estado Novo.Porto  
       Alegre:EDIPUCRS,2007   





As obras acima foram   doadas pela    EDIPUCRS   para 

Arquivo Histórico de Porto Alegre Moysés Vellinho e 

estarão  à  disposição  dos  leitores, após catalogação.
             












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