22 de ago de 2014

Guerra do Paraguai:como lutavam as mulheres

    


   A historiadora Hilda Hübner Flores   oferece aos leitores um olhar feminino sobre as guerras, especificamente  sobre a Guerra do Paraguai. A história que ela nos conta  supera a questão da mulher que espera o homem voltar (ou não) vivo da guerra. As mulheres descritas são as que superam  os limites domésticos,que têm um papel ativo de sustentação coletiva, mesmo por entre os destroços de uma guerra,alimentando,costurando,amando e  cuidando dos feridos.

        Torna-se necessário  identificar  a diversidade de funções femininas durante os combates. Segundo a autora, as mulheres, durante a Guerra do Paraguai  foram exemplos de resistência, destacando-se por características distintas:






NO BRASIL:

1-As desbravadoras e fugitivas
  foram as moradoras nas regiões da fronteira Brasil-Paraguai, vítimas de
  invasões e sequestros, de parte dos governos paraguaios,por interesses expansionistas;

2-As voluntárias da pátria:

a)as  patriotas-que preparavam os filhos para a guerra;

b)as vivandeiras-(que negociavam víveres) eram companheiras dos soldados brasileiros,lavadeiras, cozinheiras e prostitutas ou comerciantes de alimentos,com ou sem filhos, que formavam um exército 
desarmado constituído de mulheres e crianças;

c) as enfermeiras-  trabalhavam mais por espírito humanitário que preparo profissional. Destaque para Ana Néri,que conhecia chás medicinais(para ingerir,fazer compressa ou para banho).Precursora   da Cruz Vermelha Brasileira e patrona da Enfermagem;

d) as costureiras do Exército- costuravam os uniformes dos soldados para sustentar os filhos.

No Paraguai:

a) as agregadas- versão paraguaia das vivandeiras 

b) as residentes- eram as  seguidoras espontâneas dos soldados de Solano López,formando um exército paralelo   de mulheres e crianças;

c) as destinadas-eram as    condenadas  ao degredo perpétuo e morte por inanição,por supostas infidelidades  a Solano López, de parte delas próprias, seus maridos ou parentes.

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 A autora  se propõe a dar visibilidade à condição da mulher nas guerras, como diz a Introdução(pg. 08):

  O aspecto social, a inserção da mulher,a dedicação cívica que dela se esperava,
a muitas vezes gigantesca tarefa anônima  na retaguarda, a reconstrução em que ela
é inserida permanecem inaudíveis no discurso oficial.


Fonte: FLORES,Hilda Agnes Hübner.Mulheres na Guerra do Paraguai.Porto Alegre:
                 EDIPUCRS,2010             



Esta publicação está disponível para pesquisa  no Acervo Biliográfico do AHPAMV





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