6 de nov. de 2013

EXPOSIÇÃO:PROGRAMA DE EDUCAÇÃO PATRIMONIAL AHPAMV 15 ANOS (3)

























A História de Porto Alegre em Livro

                 


   Além dos documentos guardados no Arquivo Histórico de Porto Alegre,existe um pequeno acervo bibliográfico de apoio, que pode referenciar fontes primárias e,assim, apontar caminhos de pesquisa. Sobre a história de Porto Alegre, podemos destacar,entre outros, o livro ( registro de palestras de curso homônimo) Porto Alegre em destaque-história e cultura.
                A   abordagem inicia com as origens de Porto Alegre e passeia por diversos temas e  épocas, desde a origem e fundação da  Cidade até  a mídia e os principais times de futebol.
        
        Antes do povoamento português as margens e ilhas do lago Guaíba eram habitadas por índios guaranis,que viviam em aldeias,reunidos em clãs sob a chefia de um pajé ou morubixaba. 
Assim escreve Moacyr Flores (pg.11)

   Hilda Agnes Hübner Flores  escreve sobre a situação da mulher  na Porto Alegre do século XIX:

     A vida cultural era muito pobre. A remuneração do professor,sempre tragicamente insuficiente, afastou os homens em busca de atividades mais lucrativas para manter a família. Sobrou para a mulher abraçar esta profissão, condizente com sua missão de educadora. Lecionar era como educar a prole alheia. (pg .130)
   
      Sobre habitação, escreve Carlos Riella:

   A construção da segunda vila operária beneficiava os trabalhadores da indústria. Surge a Vila dos Industriários ou Vila do IAPI (Instituto de Aposentadorias e Pensões dos Industriários),nos moldes das moradias construídas para os associados do IAPTC...

            A leitura desse livro nos  oferece um painel de Porto Alegre desde o século XVII,passando pelo crescimento, progresso e urbanização até o século XX. Na “orelha “, Moacyr Flores sintetiza  o sentimento de nostalgia de uma cidade mais humana:

       Às vezes penso que vou encontrar o poeta Mario Quintana procurando as ruas por onde não andou. As ruas de Porto Alegre por onde andei,mudaram,não são mais as da minha memória.
        
 
  
    






   
   DORNELLES,Beatriz(org.).Porto Alegre em destaque-história e cutura.Porto                      
             Alegre:EDIPUCRS,2004.







4 de nov. de 2013

CONVITE LANÇAMENTO DE LIVRO DE PESQUISADOR DO AHPAMV


EXPOSIÇÃO:PROGRAMA DE EDUCAÇÃO PATRIMONIAL DO AHPAMV-15 ANOS (2)























  



1 de nov. de 2013

REABERTURA DO ARQUIVO HISTÓRICO DE PORTO ALEGRE MOYSÉS VELLINHO






                                  Prezados(as) leitores(as)







                   
     Conforme o previsto, reabriremos  o 

Arquivo Histórico de Porto Alegre Moysés

Vellinho na segunda-feira, dia  04 de 

novembro, no mesmo horário:
    






DE SEGUNDA A SEXTA:


MANHÃ- Das  8h30min às 11h30 min



TARDE- Das 13h30min às 17 horas













EXPOSIÇÃO:PROGRAMA DE EDUCAÇÃO PATRIMONIAL DO ARQUIVO HISTÓRICO DE PORTO ALEGRE MOYSÉS VELLINHO-15 ANOS(1)


     
                   Como foi divulgado  neste blog, o Arquivo Histórico de Porto Alegre Moysés Vellinho promoveu a exposição 15 anos de Educação Patrimonial, de 15 a 22 de outubro, no Espaço T Cultural   Teresa Franco da Câmara Municipal de Vereadores de  Porto Alegre.O evento também se inclui nas comemorações dos 25 Anos da Secretaria Municipal da Cultura.
              Para quem não viu, ou quer matar a saudade, publicaremos fotos da exposição nos próximos dias.





    Projeto Vivo Toque




                                     Visão Parcial  da Exposição




              Projeto   Papel Antigo  e Papel  Velho




                                  Projeto Detetive na Casa dos Malheiros



                     
Vivência Lúdica Sons da Natureza


                         
                           Projeto Brincando de  Editar



Projeto  O Arquivo Vai à Escola




Livro de Presenças
















30 de out. de 2013

Pesquisadores do NETSI/PPGSS Visitam o Arquivo Histórico de Porto Alegre Moysés Vellinho

O que são os documentos se 
não a mais pura manifestação 
de nosso passado histórico? 

    
     A memória é para os sujeitos como um fio terra vinculando-o aos seus: seu tempo, seu lugar, suas relações e garantindo o sentido de ser e pertencer. A memória   tem    como        atributo   mais imediato“garantir a continuidade do tempo e permitir resistir à alteridade, ao ‘tempo que muda’, às rupturas,o destino de toda vida humana; em suma, ela constitui   – eis uma banalidade – um elemento essencial da identidade, da percepção de si e dos outros”. (ROUSSO, 1998, pp.94-95). Neste sentido,  a memória constitui e é constituída por este sujeito que se forma e é formado por   diversos passados históricos. Passados que não se limitam aos eventos de um determinado período histórico que impactam na sua subjetividade e naquilo que o define como único  entre tantos outros. Neste  dado período histórico, caracterizado pela intensidade   dos    avanços tecnológicos, pela sofisticação de computadores e outras máquinas de potenciais cada vez maiores,o sujeito é afastado do contato físico e afetivo com seu passado e delega   às    máquinas       a responsabilidade de guardiãs de suas histórias e memórias.   São imagens e textos guardados em memórias tecnológicas. Mas, neste paraíso artificial,o papel mantém-se vivo! 

       A documentação física, o registro de nascimentos, casamentos, óbitos ou mesmo relatos de uma reunião,  ainda   não   sucumbiu inteiramente aos luxos de uma modernidade  (im) palpável.    A documentação física ainda luta para sobreviver, obrigando-nos  a mirar nosso passado, ajudando-nos a encontrar e reencontrar  um pouco de nós e do que fomos. 



  O que são os documentos se não a mais pura manifestação de nosso passado histórico?  O simples ato de tocar e ler um antigo documento é, sem dúvida, uma forma de voltar no tempo; de refletir e se colocar no lugar daqueles que escreveram a História.



A importância da documentação é inestimável. Muito além do registro legal de sujeitos e eventos, a documentação é expressão física da História,é a materialização da mesma em papéis, atas, livros, pois retrata e guarda o que passou, mas que persiste em nós, manifestando-se nos gestos, nos relatos, nas lembranças, nas ruas e nos hábitos. Um jornal do século IX feito de trapos de pano e que segue preservado sem nunca ter sido restaurado é a prova viva de que ainda há muito do passado que merece ser visitado e respeitado, uma vez que, apesar dos avanços tecnológicos constatamos que já fabricamos material mais resistente para registros.


  

    Saibam, há um lugar em Porto Alegre, que guarda essas memórias para que possamos visitá-las e tocá-las. Um lugar, um prédio, uma antiga chácara, um oásis em plena Avenida Bento Gonçalves.

Naquele aconchegante espaço, a saudável curiosidade de um grupo de pesquisadores, vinculados ao Núcleo de Estudos e Pesquisa em Trabalho, Saúde e Intersetorialidade (NETSI) do Programa de Pós-graduação em Serviço Social/PUCRS encontrou acolhimento. Conhecer o Arquivo Histórico de Porto Alegre Moysés Vellinho e ver de perto seu grande acervo transformou-se em um profícuo encontro com profissionais que compartilharam a sua paixão e respeito pela História  e suas formas de registro.  A oportunidade de conhecer, acessar e ler inúmeras atas de reuniões sobre saúde pública dos Séculos XIX  e XX foi de uma riqueza imensurável. Da mesma forma que saber da existência de um espaço com mais de 1 milhão de documentos ampliou  concepções sobre fazer pesquisa documental e sobre o que é de fato estar próximo do estado da arte. O Jornal Avante, o Catálogo da Coleção Privada Positivista, as atas de criação do Asilo Padre Cacique, atas de criação de Hospício (nomenclatura utilizada para hospitais em geral), organização de vacinação da população, decisões sobre a organização urbana da cidade de Porto Alegre são algumas das riquezas ali encontradas. 

    Enfim,o Arquivo Histórico de Porto Alegre Moysés Vellinho classifica, avalia e arquiva,amparado em um arsenal tecnológico que envolve restauração, climatização e manuseio de milhares de documentos que guardam a história  de um 
povo e de uma cidade, comprovando que somos seres atemporais, como já referiu o historiador István Jancson: “Podemos tanto ter acesso a bens culturais contemporâneos quanto de qualquer outra época”. Portanto, guardemos com todo cuidado o AHPAMV, pois ali encontramos um pouco de nosso passado e podemos projetar alguns ensaios de futuro.

A equipe do NETSI agradece a oportunidade e parabeniza os responsáveis pelo Arquivo Histórico de Porto Alegre Moysés Vellinho por sua recepção acolhedora e didática, como também pela evidente competência e paixão que cada funcionário tem pelo que faz. O nosso profundo respeito.






Acadêmico Róger de Souza Michels - 
rogermichels@hotmail.com
Prof. Dra. Maria Isabel Barros Bellini - maria.bellini@pucrs.br
NETSI/PPGSS/PUCRS
Telefone: 33534115/33203500 R.4115










 

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